Os servidores municipais de Teresina avaliam a possibilidade de realizar uma greve geral caso o prefeito Sílvio Mendes não reveja o projeto de reajuste salarial enviado à Câmara de Vereadores. A categoria reivindica reajuste linear de 9,26%, mas a Prefeitura oferece apenas 5,35%, com vigência a partir de maio de 2026.
Além da briga por um percentual maior de aumento salarial, o prefeito está sendo pressionado também para incluir um grupo funcional básico, que soma mais de 1.300 trabalhadores, no reajuste linear. Por causa de um movimento realizado por esses servidores na Câmara, a análise em regime de urgência foi retirada.
Cleide Leão, Coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm)
Coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Cleide Leão afirma que a paralisação das atividades não é um blefe. “A greve é o último recurso, mas, diante das negativas, estamos nos preparando. As demandas são diversas. A gente vai negociar, mas se não avançar, aí a gente faz uma nova assembleia para deflagrar greve”. O alerta foi dado durante entrevista ao podcast Piauí Hoje, com o jornalista Luiz Brandão.
A dirigente lembra que a categoria já protagonizou uma greve histórica de mais de quatro meses na educação municipal em 2022 e que a disposição para novas paralisações continua forte. “O servidor municipal é aquele que atende a população, que merece ser respeitada, e o servidor também. Se a Prefeitura não vier com uma proposta concreta, a gente vai parar”, reforça Cleide.
Registro de manifestação de servidores municipais (Foto: Câmara Municipal de Teresina)
Além do reajuste da categoria, a pauta inclui a unificação do vale refeição em R$ 500 para todos. Atualmente, quem ganha acima de R$ 2.500 recebe apenas R$ 250. Os trabalhadores também pedem a recomposição do piso do magistério, que o sindicato estima ter perda acumulada de 14,9%. Os professores cobram ainda que o piso seja pago a partir de janeiro, com retroativo, e não apenas em março após negociação.
O cenário político também aquece os ânimos. O sindicato se prepara para o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, com uma grande manifestação em conjunto com outras centrais sindicais. O ato deve servir como um termômetro da força da categoria e um ensaio para a greve geral, caso o diálogo com a Prefeitura não evolua. A escala 6x1, a pejotização e a precarização do trabalho também estão na mira.
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