As mortes e os ferimentos no trânsito da capital não são frutos apenas de imprudência de motoristas e pedestres, mas também de falhas estruturais que se repetem há anos e que os órgãos responsáveis não têm conseguido resolver. A constatação é do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que promoveu esta semana uma reunião para discutir a segurança viária e a mobilidade urbana em Teresina. O encontro, conduzido pelos promotores de Justiça Carmelina Moura e Cláudio Bastos, reuniu representantes da Strans, do BPTran, do BPRE, do DER-PI, da PRF e do DNIT.
Durante o debate, representantes do MPP ressaltaram que muitas ocorrências são potencializadas por falhas urbanísticas e pela ausência de ordenamento das ruas e avenidas. Ou seja, o próprio desenho das ruas, a falta de sinalização adequada, a iluminação precária e o asfalto irregular contribuem diretamente para que acidentes aconteçam e se tornem mais graves.
Promotores defendem compartilhamento de informação entre órgãos de trânsito (Foto: MPPI)
A promotora Carmelina Moura defendeu que a engenharia de trânsito e o planejamento urbano devem ser usados como estratégia para afastar os fatores de risco. Já o promotor Cláudio Bastos reforçou a necessidade de análise técnica dos registros de ocorrências e dos laudos produzidos pelos órgãos competentes, mas criticou a falta de compartilhamento de dados entre as instituições. Sem informação integrada, segundo ele, as ações perdem eficácia.
Entre as conclusões da reunião, ficou claro que os órgãos de trânsito e infraestrutura têm falhado na comunicação e na agilidade. O MMP destacou a necessidade de notificar de forma célere os setores competentes sobre intervenções urgentes. Os participantes citaram problemas recorrentes: sinalização horizontal e vertical apagada ou inexistente, iluminação insuficiente em vias de grande fluxo, asfalto com buracos e remendos mal feitos, além da ausência de barreiras físicas em ruas e avenidas onde a velocidade é incompatível com o entorno.
Para os promotores, os órgãos precisam investir simultaneamente em mapeamentos estratégicos e em fiscalização intensificada nos pontos críticos.
Fonte: Ministério Público do Piauí
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