Logo depois do envio do projeto de lei ao Congresso, para redução da jornada para, no máximo, 40 horas, o presidente Lula recebeu, no plenário, cerca de 68 solicitações de representantes sindicais que participaram da “Marcha da Classe Trabalhadora”, na Esplanada.
No momento, o presidente falou com os representantes e destacou a necessidade da mobilização e da pressão dos trabalhadores para que ocorra a aprovação do projeto enviado ao Congresso.
Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que representam”, afirmou o presidente Lula.
Lula disse que o período é desafiador: “Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E, cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou.
Durante o encontro com as centrais, o presidente também criticou a aprovação da reforma trabalhista de 2017 e da Previdência de 2019, pois as considera um retrocesso para a classe. Ele reforçou que a luta é mais dura para as centrais, já que existem grupos de oposição no Brasil que defendem o que aconteceu na Argentina.
Os representantes sindicais comemoraram a decisão do governo de enviar o projeto para o fim da escala 6x1. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, afirmou que vê crescimento no mercado de trabalho com a redução da escala. Ele também acredita que o Brasil pode se reposicionar como uma nova indústria voltada para a sustentabilidade socioambiental.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, falou sobre a necessidade de manutenção dos direitos e sobre a redução da jornada, o mesmo comemora que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores. Torres também afirma que os trabalhadores precisam de tempo para família, saúde e lazer.
O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, explicou as 68 reivindicações apresentadas ao presidente. Para Ganz, os trabalhadores têm capacidade de olhar o mundo e as transformações, que impactam o mundo do trabalho como um todo.
O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, “É fundamental se preocupar com a vida, com a saúde e com a juventude, que significa o futuro do nosso país”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil