A expectativa no Palácio do Planalto é de que mais de 20 ministros deixem seus cargos nas próximas semanas, seja para concorrer a cargos eletivos ou para atuar diretamente nas campanhas. A movimentação deve provocar uma das maiores mudanças no primeiro escalão desde o início do atual mandato.
Prazo eleitoral acelera mudanças
De acordo com a legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar eleições precisam deixar os cargos até o dia 4 de abril. O prazo pressiona o governo a acelerar a reforma ministerial e definir substituições rapidamente.
A estratégia adotada é priorizar a continuidade administrativa. Em muitos casos, secretários-executivos devem assumir os ministérios, evitando interrupções em políticas públicas. Em outras situações, nomes técnicos e políticos ainda estão em avaliação.
Um exemplo já definido é a substituição na Fazenda, com a saída de Fernando Haddad e a nomeação de Dario Durigan.
Saídas confirmadas e possíveis mudanças
Entre as saídas já confirmadas estão:
- Fernando Haddad (Fazenda), que deve disputar o governo de São Paulo;
- Rui Costa (Casa Civil), que deve concorrer ao Senado pela Bahia.
Outros ministros também são cotados para deixar o governo e disputar diferentes cargos:
Governos estaduais:
- Renan Filho (Transportes) — Alagoas
- Camilo Santana (Educação) — Ceará
Senado:
- Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) — Paraná
- Simone Tebet (Planejamento) — São Paulo
- Marina Silva (Meio Ambiente) — São Paulo
- André Fufuca (Esporte) — Maranhão
- Carlos Fávaro (Agricultura) — Mato Grosso
- Waldez Góes (Integração) — Amapá
Câmara dos Deputados:
- Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) — Pernambuco
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) — São Paulo
- Anielle Franco (Igualdade Racial) — Rio de Janeiro
- Sônia Guajajara (Povos Indígenas) — São Paulo
Outros nomes também podem deixar o governo para atuar na campanha, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e Márcio França.
Continuidade e estabilidade
Apesar da grande reformulação, o governo busca manter a estabilidade administrativa, principalmente em áreas consideradas estratégicas, como economia e articulação política.
A orientação é que os novos ministros mantenham o ritmo das ações e garantam a continuidade das políticas públicas, com o objetivo de chegar ao período eleitoral com resultados consolidados.
Fonte: Revista Fórum
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