Saúde

ESTUDO

Vídeo mostra células cancerígenas fugindo do sistema imunológico e como câncer avança

Estudo mostra que a mobilidade ajuda células cancerígenas a evitar o ataque do sistema imunológico

Da Redação

Quinta - 15/01/2026 às 15:02



Foto: Reprodução/g1 Células cancerígenas conseguem fugir do sistema imunológico
Células cancerígenas conseguem fugir do sistema imunológico

Pesquisadores conseguiram registrar, pela primeira vez, imagens em vídeo que mostram células cancerígenas escapando do ataque do sistema imunológico. Nas gravações, as células se movem rapidamente para evitar serem destruídas por células de defesa, em um comportamento que lembra a dinâmica do jogo Pac-Man. A descoberta ajuda a explicar como determinados tipos de câncer conseguem sobreviver mesmo diante da resposta imunológica do organismo.

O estudo foi apresentado no fim do ano passado durante a conferência internacional Cell Bio, nos Estados Unidos, e é conduzido por cientistas da South Dakota Mines, sob a liderança do microscopista Brandon Scott. A pesquisa teve como foco células de linfoma e leucemia.

Movimento como estratégia de defesa

Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que bastaria “marcar” as células cancerígenas para que o sistema imunológico as eliminasse com facilidade. No experimento, medicamentos foram usados para sinalizar essas células com um marcador químico conhecido como “coma-me”, que estimula a ação dos macrófagos, células responsáveis por englobar e destruir agentes invasores.

No entanto, ao observar as imagens em tempo real, a equipe percebeu que o processo não funcionava como esperado. As células cancerígenas mais móveis passaram a realizar manobras evasivas, impedindo que os macrófagos as engolissem por completo.

Em vez de serem totalmente consumidas, as células malignas tinham apenas partes de suas bordas arrancadas. Esse detalhe revelou um mecanismo surpreendente: ao se moverem e se debaterem durante o ataque, as células cancerígenas perdiam fragmentos de sua camada externa, justamente onde estavam presos os sinais de “coma-me”.

Com isso, os marcadores eram removidos pouco a pouco. Sem eles, as células deixavam de ser reconhecidas como alvos pelo sistema imunológico, tornando-se praticamente “invisíveis” e conseguindo sobreviver ao ataque.

Prova decisiva no laboratório

O papel do movimento ficou ainda mais claro quando os cientistas bloquearam a mobilidade das células cancerígenas com medicamentos. Nessas condições, elas não conseguiam se esquivar nem perder a camada externa protetora e passaram a ser facilmente destruídas pelos macrófagos.

A constatação reforça que a capacidade de se deslocar não é apenas uma consequência do avanço do câncer pelo corpo, mas uma estratégia ativa de defesa usada pelas células tumorais.

Impacto para novos tratamentos

Segundo os pesquisadores, compreender esse mecanismo abre caminho para o desenvolvimento de terapias mais eficazes, especialmente no campo da imunoterapia. Ao levar em conta a mobilidade das células cancerígenas, futuros tratamentos poderão buscar formas de impedir essa fuga, aumentando a eficiência do sistema imunológico no combate à doença.


Fonte: Com informações do g1

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