No momento em que o nome do secretário de Segurança Pública do Estado, advogado Chico Lucas, aparece como um dos favoritos para ocupar o cargo de ministro da Segurança Pública, um artigo assinado pelo professor de história e coordenador dos Policiais Antifascismo no Rio Grande do Norte, Pedro Chê, no site da Revista Fórum, diz que o Piauí é um caso de sucesso no Brasil na área de Segurança e de combate à criminalidade.
O artigo é o seguinte:
O curioso caso de sucesso da Segurança Pública do Piauí
O Estado do Piauí, à luz de dados robustos da Segurança Pública, vem contrariando as expectativas daqueles que, de forma ardilosa e mentirosa, atribuem à esquerda a incapacidade de gerir as polícias e promover melhorias na segurança da população.
Sabemos bem o quanto essa perspectiva é enganosa. Ainda assim, é preciso pôr os pés no chão e reconhecer que uma parcela expressiva da população — muitas vezes desconectada de disputas ideológicas — já incorporou essa falsa narrativa como verdade. Por isso, exemplos como o do Estado do Piauí precisam ser amplamente divulgados, não apenas por seu mérito, mas também por seu caráter educativo.
Sob a liderança do governador Rafael Fonteles e de seu secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, a população do Piauí passou a conviver com um conjunto de iniciativas do poder público que responderam de forma concreta a diversas demandas. Entre elas, destaca-se a criação do programa “Meu Celular de Volta”, responsável pela recuperação de mais de 14 mil aparelhos roubados ou furtados e por uma redução superior a 50% nos crimes de furto e roubo em 2025, quando comparados aos índices de 2022.
A iniciativa tornou-se referência nacional, a ponto de inspirar o Ministério da Justiça a instituir, em âmbito federal, o programa Celular Seguro. No mesmo eixo de inovação, foi lançado o “B.O. Fácil”, primeiro serviço do país a permitir o registro de boletins de ocorrência, o envio de denúncias anônimas e o acionamento do 190 diretamente pelo WhatsApp, ampliando significativamente o acesso da população aos serviços policiais — uma diretriz defendida de forma central pela atual administração.
Os resultados não tardaram a aparecer. O Piauí passou a registrar quedas nos indicadores de violência. Em 2025, as Mortes Violentas Intencionais (MVIs) atingiram o menor patamar da última década, com uma redução de 31% em relação a 2022. Os homicídios recuaram 30% em todo o estado e 41,5% em Teresina, enquanto os latrocínios alcançaram o menor número dos últimos dez anos.
No campo dos crimes patrimoniais, os roubos totais caíram 49% e o roubo de veículos apresentou redução de 38%, evidenciando a efetividade de uma política de segurança pública orientada por inteligência, prevenção e repressão qualificada — eixo central defendido pelo secretário Chico Lucas.
Um ponto de extrema relevância merece destaque: o Piauí passou a figurar entre os estados com menor letalidade policial do país, registrando uma redução de 28,6% nas mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado entre 2022 e 2025. Ou seja, mesmo com o aumento significativo do número de operações policiais e de prisões — mais de 4 mil no período —, as mortes por intervenção estatal caíram de 28, em 2022, para 20, em 2025. Trata-se de uma evidência clara de que é possível ampliar a eficácia da ação policial e isso não redundar em extermínio, reafirmando o compromisso com práticas historicamente defendidas pela esquerda, como o uso proporcional da força, a valorização da vida e o respeito aos direitos humanos.
Experiências exitosas em gestão integrada, inteligência e prevenção mostram que é possível enfrentar o crime com firmeza e pleno respeito ao Estado Democrático de Direito. O país necessita de gestores capazes de combinar rigor operacional com sensibilidade social.
A consolidação de boas práticas em nível estadual revela preparo para desafios maiores. O fortalecimento da segurança pública passa por continuidade, escala e institucionalidade. A confiança construída ao longo do tempo torna-se, assim, um ativo político e administrativo. Quando competência e equilíbrio caminham juntos, o resultado é estabilidade. Nesse sentido, a indicação de Chico Lucas, pelo presidência do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública apresenta-se como desdobramento lógico".
Fonte: Revista Fórum