O ministro Kassio Nunes Marques foi escolhido na noite desta terça-feira (14/04) como o próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, e será o primeiro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a comandar a corte durante uma eleição presidencial.
O TSE antecipou eleição para a sessão desta terça-feira (14/04), no tribunal. O processo é simbólico, já que sempre um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ocupa a presidência do TSE, que conta com três ministros do Supremo em sua composição se revezando no comando. Os sete ministros que integram o TSE votaram em uma urna eletrônica ao lado do plenário. O resultado foi de seis votos a um para o piauiense Nunes Marques. O habitual é o eleito votar no seu futuro vice.
Cármen disse que Justiça Eleitoral continuará a prestar seus serviços com a mesma responsabilidade que historicamente vem desempenhando. A ministra elogiou o colega após a votação e desejou sorte a ele na nova gestão. Após fala dela, ele discursou brevemente e disse que "é uma das maiores honras da minha vida ser eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral".
O vice-presidente será o ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro para o Supremo. Atual chefe do tribunal, Cármen Lúcia deixa o posto no começo de maio, quando Nunes Marques deve assumir. Cabe ao presidente do TSE chefiar o tribunal que organiza todo o andamento das eleições deste ano.
Cármen Lúcia antecipou saída após ser alvo de críticas durante sessão do STF. Na semana passada, o decano Gilmar Mendes criticou a demora do tribunal eleitoral em analisar um processo que poderia levar à cassação do ex-governador de Roraima, Antônio Denarium, que deixou o cargo para disputar o Senado na eleição deste ano. O processo envolvendo Denarium começou a ser julgado em 2024, foi suspenso duas vezes e não havia sido colocado em pauta por Cármen até hoje.
Previsão inicial era que Cármen só deixasse o posto no final de maio. Nunes Marques assumiria apenas em junho. A ministra também decidiu pautar para hoje a retomada do julgamento envolvendo o ex-governador de Roraima.
Fonte: TSE