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CRISE ECONÔMICA

Prefeitura de Teresina vive "Faixa de Gaza" financeira, afirma secretário

Segundo Elvas, a folha salarial dos servidores, que chega a R$ 200 milhões mensais, é um dos principais obstáculos para o equilíbrio fiscal

Por Marília Lélis

Quarta - 02/04/2025 às 17:20



Foto: Reprodução Secretário de Administração de Teresina, Marcos Elvas
Secretário de Administração de Teresina, Marcos Elvas

Em meio a um cenário econômico desafiador, o secretário de Administração de Teresina, Marcos Elvas, comparou a situação financeira do município à "Faixa de Gaza", em referência à região de conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita durante uma palestra no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) nesta quarta-feira (2), que discutiu processos licitatórios e a saúde financeira da gestão municipal.

Segundo Elvas, a folha salarial dos servidores, que chega a R$ 200 milhões mensais, é um dos principais obstáculos para o equilíbrio fiscal. "De equilíbrio financeiro, a Prefeitura de Teresina não tem nada. Nós pegamos uma faixa de Gaza. Essa é uma grande responsabilidade", afirmou. O secretário destacou ainda o esforço da gestão para conter gastos: "Estamos fazendo um sacrifício imenso".

O presidente do TCE-PI, conselheiro Kennedy Barros, reforçou a importância da educação financeira para os gestores públicos. "Se todos os recursos forem direcionados a uma única rubrica, como ficam os investimentos em melhorias para a população? A boa gestão exige otimização de recursos", disse.

Representando o prefeito Silvio Mendes (União Brasil), o vice-prefeito e secretário de Governo, Jeová Alencar (Republicanos), afirmou que a economia de recursos é prioridade. "O prefeito cobra equilíbrio. Com recursos limitados e demandas crescentes, precisamos fazer mais com menos", concluiu.

A palestra no TCE-PI reuniu parte do secretariado municipal e destacou a necessidade de transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos. Enquanto isso, a Prefeitura de Teresina segue buscando alternativas para superar a crise financeira e garantir serviços essenciais à população.

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