Na manhã deste domingo (28), uma escola primária feminina no sul do Irã, na cidade de Minab, foi atingida durante uma ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano.
Segundo autoridades locais iranianas e órgãos de imprensa estatais, o ataque provocou a morte de dezenas de meninas — estimativas oficiais apontam que até agora 51 crianças perderam a vida e 60 ficaram feridas. Os alunos das escola primárias iranianas, conhecidas como Dabestan, têm geralmente entre 6 e 12 anos de idade e estavam em sala de aula no momento do ataque.
O ataque ocorreu em meio a uma escalada militar sem precedentes na região, com os Estados Unidos e Israel lançando uma série de bombardeios e ataques com mísseis contra o Irã, incluindo áreas urbanas e instalações militares estratégicas. Como parte dessa ofensiva, uma das munições atingiu a escola primária feminina em Minab, causando destruição no prédio e vítimas entre as alunas.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, se manifestou após a divulgação das mortes e classificou o episódio como um ataque direto contra civis. Segundo ele, a ofensiva ultrapassou limites ao incluir instituições de ensino.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ato de agressão flagrante e injustificado contra o Irã, atacando indiscriminadamente cidades iranianas. Em apenas um caso, eles atacaram uma escola primária em Minab, província de Hormozgan, matando e mutilando dezenas de meninas inocentes. Este é um crime flagrante. O mundo deve se levantar contra essa grave injustiça. O Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua responsabilidade primordial sob a Carta.
Autoridades iranianas classificaram a ação como um ato de agressão contra civis, destacando a idade das vítimas e ressaltando que muitas famílias ainda não tinham informações completas sobre o destino de seus filhos.
Os números de crianças mortas e feridas ainda podem aumentar conforme as fontes e balanços divulgados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que essa ação fazia parte de operações de combate mais amplas. O governo iraniano imediatamente prometeu retaliar, e grupos militares do país responderam com ataques de mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos e posições israelenses em países da região do Golfo.
Conversa entre Rússia, Irã e países do Oriente Médio
A posição do governo iraniano também foi reforçada nas redes oficiais do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã. Em publicação no X (antigo Twitter), a pasta informou que o chanceler Seyyed Abbas Araghchi conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para relatar os desdobramentos da ofensiva e defender uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o comunicado, a Rússia condenou os ataques e apoiou a convocação do encontro.
Além de Moscou, Araghchi também manteve contatos com ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque. Nas ligações, classificou a ofensiva como violação da Carta das Nações Unidas e afirmou que o Irã exercerá seu “direito inerente de autodefesa” para proteger sua soberania.
Ainda segundo o comunicado oficial, Araghchi pediu que os governos do Oriente Médio impeçam que seus territórios ou estruturas sejam utilizados em ações militares contra o Irã. Ele afirmou que Teerã poderá considerar como “alvos legítimos” as origens e fontes das operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel, bem como eventuais iniciativas destinadas a neutralizar as respostas iranianas. O chanceler também declarou que a guerra “não é dirigida apenas contra a nação iraniana, mas contra todos os países da região”, defendendo que governos e nações muçulmanas assumam responsabilidade diante do "regime sionista".
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