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REUNIÃO ENTRE RÚSSIA E ORIENTE MÉDIO

Vídeo: Ataque israelo-americano no Irã mata mais de 50 alunas em escola infantil

Rússia e Irã conversam após ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel e cobram reação do Conselho de Segurança da ONU

Da Redação

Sábado - 28/02/2026 às 12:07



Foto: Captura de tela de vídeo. WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS Ataque americano e israelense em terras iranianas
Ataque americano e israelense em terras iranianas

Na manhã deste domingo (28), uma escola primária feminina no sul do Irã, na cidade de Minab, foi atingida durante uma ofensiva militar coordenada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Segundo autoridades locais iranianas e órgãos de imprensa estatais, o ataque provocou a morte de dezenas de meninas — estimativas oficiais apontam que até agora 51 crianças perderam a vida e 60 ficaram feridas. Os alunos das escola primárias iranianas, conhecidas como Dabestan, têm geralmente entre 6 e 12 anos de idade e estavam em sala de aula no momento do ataque.

O ataque ocorreu em meio a uma escalada militar sem precedentes na região, com os Estados Unidos e Israel lançando uma série de bombardeios e ataques com mísseis contra o Irã, incluindo áreas urbanas e instalações militares estratégicas. Como parte dessa ofensiva, uma das munições atingiu a escola primária feminina em Minab, causando destruição no prédio e vítimas entre as alunas. 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, se manifestou após a divulgação das mortes e classificou o episódio como um ataque direto contra civis. Segundo ele, a ofensiva ultrapassou limites ao incluir instituições de ensino.

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ato de agressão flagrante e injustificado contra o Irã, atacando indiscriminadamente cidades iranianas. Em apenas um caso, eles atacaram uma escola primária em Minab, província de Hormozgan, matando e mutilando dezenas de meninas inocentes. Este é um crime flagrante. O mundo deve se levantar contra essa grave injustiça. O Conselho de Segurança da ONU deve agir agora, no exercício de sua responsabilidade primordial sob a Carta.

Autoridades iranianas classificaram a ação como um ato de agressão contra civis, destacando a idade das vítimas e ressaltando que muitas famílias ainda não tinham informações completas sobre o destino de seus filhos.

Os números de crianças mortas e feridas ainda podem aumentar conforme as fontes e balanços divulgados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que essa ação fazia parte de operações de combate mais amplas. O governo iraniano imediatamente prometeu retaliar, e grupos militares do país responderam com ataques de mísseis e drones contra bases dos Estados Unidos e posições israelenses em países da região do Golfo.

Conversa entre Rússia, Irã e países do Oriente Médio

A posição do governo iraniano também foi reforçada nas redes oficiais do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã. Em publicação no X (antigo Twitter), a pasta informou que o chanceler Seyyed Abbas Araghchi conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para relatar os desdobramentos da ofensiva e defender uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o comunicado, a Rússia condenou os ataques e apoiou a convocação do encontro.

Além de Moscou, Araghchi também manteve contatos com ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque. Nas ligações, classificou a ofensiva como violação da Carta das Nações Unidas e afirmou que o Irã exercerá seu “direito inerente de autodefesa” para proteger sua soberania. 

Ainda segundo o comunicado oficial, Araghchi pediu que os governos do Oriente Médio impeçam que seus territórios ou estruturas sejam utilizados em ações militares contra o Irã. Ele afirmou que Teerã poderá considerar como “alvos legítimos” as origens e fontes das operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel, bem como eventuais iniciativas destinadas a neutralizar as respostas iranianas. O chanceler também declarou que a guerra “não é dirigida apenas contra a nação iraniana, mas contra todos os países da região”, defendendo que governos e nações muçulmanas assumam responsabilidade diante do "regime sionista".

Confira o vídeo abaixo:

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