
O frade dominicano, jornalista e militante Carlos Alberto Libânio Christo, ou Frei Betto, recebeu nesta quarta-feira (2), o Título de Cidadão Piauiense, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Piauí e proposta pelo deputado estadual Francisco Limma (PT).
A entrega da homenagem foi realizada durante o lançamento do livro "Quando fui pai do meu irmão", no Theatro 4 de Setembro, localizado na Praça Pedro II, no Centro da cidade.
"Quero expressar minha mais sincera gratidão. O Piauí tem um papel marcante na construção da identidade nacional, sendo palco de importantes acontecimentos históricos e avanços sociais. Foi nesta terra de heróis e revolucionários que lutaram pela liberdade e pelo progresso sempre com espírito resiliente e determinado. Entre esses grandes momentos destaca-se a participação fundamental na luta pela Independência do Brasil. A batalha do Jenipapo em 13 de março de 1823 é um marco de coragem e patriotismo, onde o povo piauiense, munido apenas de sua bravura, enfrentou as tropas portuguesas para garantir a liberdade do Brasil. Esse espírito de luta permanece vivo até hoje, refletindo-se na forma como o Piauí tem se destacado em diversas áreas do conhecimento da ciência e da cultura. Não podemos deixar de mencionar o avanço da educação no estado e também da saúde que tem sido um exemplo para todo o Brasil", declarou.
"Agradeço à Assembleia Legislativa, aos amigos, às autoridades e a todos que me acolheram de braços abertos. Essa homenagem fortalece meu compromisso em contribuir para o crescimento e desenvolvimento desse estado tão querido. Muito obrigado! Viva o Piauí, viva o Brasil", disse Frei Betto, em seu discurso.
Quem é Frei Betto
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 25 de agosto de 1944, Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, é adepto da Teologia da Libertação, militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004.
Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no Brasil, além de ter sido coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Frei Betto esteve preso sob a ditadura militar em 1964 e de 1969 a 1973. No cárcere, escreveu seu primeiro livro, Cartas da prisão.
É autor de 74 livros, editados no Brasil e no exterior. Ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco).
Em 1982, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o Prêmio Juca Pato por sua obra Fidel e a religião. Seu livro A noite em que Jesus nasceu (Editora Vozes) ganhou o prêmio de “Melhor Obra Infanto-Juvenil” de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra Típicos Tipos – perfis literários (Editora A Girafa). Em 2011, seu romance policial Hotel Brasil (Rocco) ficou entre as dez obras finalistas do Prêmio Jabuti, no quinto lugar. Em 2012, seu romance Minas do Ouro (Rocco) ficou entre os finalistas do Prêmio Portugal Telecom.