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RACISMO

Advogada argentina investigada por racismo no Rio diz que gesto era "brincadeira"

Advogada e influencer argentina diz que não sabia que gesto era crime no Brasil; Justiça retém passaporte e determina tornozeleira eletrônica

Segunda - 19/01/2026 às 13:10



Foto: Reprodução/Internet Agostina Páez, argentina investigada por gestos racistas
Agostina Páez, argentina investigada por gestos racistas

A advogada Agostina Páez, de 29 anos, investigada por racismo após ser flagrada em um vídeo fazendo gestos e sons de macaco em direção a um funcionário de um bar em Ipanema, na zona Sul do Rio de Janeiro, afirmou à polícia que o ato foi uma “brincadeira” direcionada às amigas, e não ao trabalhador.

O episódio ocorreu na quarta-feira (14), durante uma discussão sobre um suposto erro no valor da conta. Imagens gravadas mostram Agostina chamando o funcionário de “mono”, termo em espanhol para macaco, usado de forma pejorativa, e imitando o animal enquanto saía do local.

Agostina tinha cerca de 40 mil seguidores no Instagram, em uma conta que foi desativada, e 78 mil seguidores no TikTok, mas atualmente o perfil dela está com acesso restrito.

Ao G1, a argentina disse que os atendentes teriam feito gestos obscenos para ela e tentado enganá-la. Ela ainda afirmou que não sabia que seus gestos configuravam crime no Brasil.

Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocado com gestos obscenos foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam nos observando. Não sabia que era crime no Brasil.

Agostina também negou que os gestos fossem direcionados ao funcionário.

Neste sábado (17), Agostina foi até a delegacia prestar depoimento, teve o passaporte retido e foi encaminhada ao sistema prisional para colocação da tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal foi comunicada para impedir que ela deixe o país sem autorização judicial. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso, que apura possível crime de racismo, considerado inafiançável e imprescritível no Brasil.

Confira o vídeo abaixo:

(Reprodução / Redes Sociais)

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