O balanço do Carnaval de 2026 aponta que os foliões recorreram muito mais à tecnologia para se proteger de prejuízos após crimes na folia. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o sistema Celular Seguro recebeu 3.115 pedidos de bloqueio entre a sexta-feira (13) e a terça-feira (17) de Carnaval em todo o Brasil. O número representa uma alta de 39% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 2.240 acionamentos, mostrando que a plataforma se consolidou como a principal ferramenta de emergência para quem teve o aparelho levado ou perdido.
A plataforma funciona de forma integrada para evitar que criminosos acessem contas bancárias e aplicativos de redes sociais das vítimas. Quem teve o celular furtado no meio do bloco, por exemplo, pôde usar imediatamente o aparelho de uma pessoa de confiança para realizar o bloqueio.
Para isso, basta acessar o site ou aplicativo utilizando a conta Gov.br e informar o número da linha que foi levada. O sistema providencia, de uma só vez, o bloqueio do aparelho (IMEI), da linha telefônica e o acesso a instituições financeiras cadastradas no programa.
O aumento nas notificações reflete tanto o crescimento da criminalidade em grandes aglomerações quanto a maior adesão dos brasileiros ao programa federal.
O Ministério reforça que o registro no Celular Seguro não substitui o Boletim de Ocorrência policial, mas é a medida mais rápida para garantir a segurança digital do usuário logo após o incidente. Com o fim do Carnaval, o órgão agora trabalha no cruzamento de dados para identificar os estados com maior número de ocorrências e aprimorar as estratégias de segurança para os próximos grandes eventos públicos.