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HENRY BOREL

Justiça adia julgamento de caso Henry Borel para maio e mãe ganha liberdade

Defesa de Jairinho disse não ter acesso a todas as provas e decidiu abandonar julgamento

Da Redação

Segunda - 23/03/2026 às 17:17



Foto: Reprodução Tv Globo Jairinho e Monique no banco dos réus
Jairinho e Monique no banco dos réus

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi adiado para o dia 25 de maio. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após uma manobra da defesa de Jairinho, padrasto do garoto, que resultou no relaxamento da prisão de Monique, mãe de Henry. Enquanto ela aguardará o novo júri em liberdade, Jairinho permanecerá preso.

A sessão foi interrompida após os cinco advogados de Jairinho abandonarem o plenário. Eles alegaram falta de acesso a provas, pedido que já havia sido indeferido pela juíza Elizabeth Machado Louro. Como um réu não pode ser julgado sem defesa técnica, a magistrada foi obrigada a dissolver o Conselho de Sentença, formado por seis mulheres e um homem, e encerrar os trabalhos.

A juíza condenou a banca de Jairinho a ressarcir todos os custos do julgamento desta segunda, incluindo deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os envolvidos. Elizabeth também determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) considere “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho.

"Assassinaram meu filho pela segunda vez"

Abalado, Leniel Borel, pai de Henry, criticou duramente o adiamento e a soltura da ex-mulher. "Assassinaram meu filho pela segunda vez", declarou na saída do tribunal. Henry morreu há cinco anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca. Monique e Jairinho estão presos desde abril de 2021. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2023.

Inicialmente, a juíza havia remarcado a sessão para 22 de junho, mas antecipou a data para 25 de maio para evitar a coincidência com o período da Copa do Mundo. A manobra da defesa foi vista por assistentes de acusação como uma tentativa de postergar o desfecho de um crime que chocou o Brasil pela brutalidade contra uma criança de apenas quatro anos.

Entenda o caso

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Inicialmente, o casal alegou que a criança sofrera um acidente doméstico ao cair da cama.

No entanto, o laudo de necropsia do IML descartou a hipótese ao identificar 23 lesões no corpo do menino, indicando que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.

Fonte: CNN

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