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PRISÃO

Bolsonaro admite temer prisão e afirma que Brasil vive "insegurança jurídica"

Ex-presidente se manifesta sobre pedido de prisão preventiva e tensões com o STF

Da Redação com informações do Brasil 247

Quarta - 02/04/2025 às 11:48



Foto: Lula Marques/Agência Brasil Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF
Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou, em entrevista à rádio AuriVerde nesta quarta-feira (2), que teme ser preso a qualquer momento. A declaração ocorre em meio a uma análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um pedido de prisão preventiva contra o ex- presidente, apresentado pela vereadora Liana Cirne (PT), de Recife. Bolsonaro, réu por supostamente ter incentivado um golpe de Estado, afirmou que o Brasil vive uma "completa insegurança jurídica" e que a possibilidade de ser preso existe.

"Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria. A possibilidade [de ser preso] existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica", disse o ex-presidente, mencionando ainda cartas que recebe de pessoas presas e que compartilham suas histórias de perseguição política.

A situação jurídica de Bolsonaro se intensificou após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar à PGR, em 18 de março, que avaliasse a necessidade de uma prisão preventiva do ex-presidente, com o objetivo de "garantir a ordem pública e a instrução processual". O pedido está ligado ao processo de investigação sobre os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram a sede dos Três Poderes, em Brasília, em um ato que ficou conhecido como tentativa de golpe.

O ex-presidente é acusado de incitação ao crime e tentativa de embaraçar as investigações sobre organizações criminosas, além de promover discursos que teriam incitado animosidade entre as Forças Armadas e os demais poderes do governo. De acordo com a denúncia, Bolsonaro teria utilizado suas redes sociais e eventos públicos, como o ato realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 16 de março, para apoiar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, tratando-os como "reféns do 8/jan".

Apesar do momento de insegurança jurídica, o ex-presidente segue afirmando que não fugirá do processo. "Estou com várias cartas de presos políticos. Cada um tem um drama", declarou, fazendo referência à sua percepção de ser alvo de um tratamento desigual por parte das autoridades judiciais.

Com a PGR ainda avaliando o pedido de prisão preventiva e com o ex-presidente enfrentando outras investigações, o futuro jurídico de Bolsonaro permanece incerto. A situação continua a gerar debate, com seus aliados e críticos monitorando as possíveis repercussões das decisões que estão sendo tomadas pelo STF e pela Procuradoria-Geral da República.

Fonte: Brasil 247

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