O Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) está participando de um estudo clínico internacional que pode representar avanço importante no tratamento da hanseníase multibacilar, forma mais contagiosa e com maior carga bacteriana da doença. A pesquisa é realizada em parceria entre centros do Brasil e da Índia e avalia a eficácia e a segurança de uma nova droga capaz de reduzir pela metade o tempo atual de tratamento.
No Piauí, o estudo é coordenado pela dermatologista Ana Lúcia França. O objetivo é comparar o novo esquema terapêutico com o tratamento padrão recomendado atualmente, que dura 12 meses e combina antibióticos como rifampicina, dapsona e clofazimina. “Se os resultados forem positivos, poderemos reduzir o tempo de tratamento de 12 para 6 meses”, afirma a médica. “Isso significa menos efeitos adversos, maior chance de adesão ao tratamento e esperança de uma qualidade de vida muito melhor para os pacientes, evitando sequelas incapacitantes”, completa.
Hanseníase atinge principalmente a pele e os nervos periférico
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não tratada precocemente, pode provocar perda de sensibilidade, deformidades e incapacidades permanentes. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde, o Brasil ainda está entre os países com maior número de casos novos registrados anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.
A forma multibacilar exige tratamento mais prolongado porque apresenta maior quantidade de bacilos no organismo e maior risco de transmissão. Um dos desafios enfrentados pelos pacientes é justamente a duração do tratamento, que pode levar ao abandono da terapia, aumentando o risco de complicações e de continuidade da cadeia de transmissão.
Fonte: Agência Gov
Mais conteúdo sobre:
#Hospital Universitário #Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) #estudo clínico #internacional #avanço #tratamento #hanseníase multibacilar