A pequena Lara Pessoa da Silva, de 5 anos, enfrenta desde o nascimento uma cardiopatia congênita grave, chamada atresia da valva pulmonar com comunicação interventricular e colaterais sistêmico-pulmonares. A condição compromete a circulação do sangue entre o coração e os pulmões e exige acompanhamento especializado e intervenções delicadas ao longo da vida. Moradora de Teresina, a criança precisa com urgência de um procedimento cardíaco complexo e a família denuncia que aguarda há quase três meses pela autorização do convênio de saúde Unimed.
Ainda recém-nascida, passou por uma cirurgia paliativa para garantir o fluxo sanguíneo. Em abril de 2025, foi submetida a uma cirurgia mais complexa, o procedimento de Rastelli, realizado em Fortaleza (CE). Apesar dos esforços médicos, a correção total não foi possível naquele momento.
De acordo com a mãe, Jessiane Santana, exames recentes apontaram um estreitamento importante nas artérias pulmonares, o que tem sobrecarregado o lado direito do coração. Segundo o laudo médico, a pressão elevada já indica a necessidade de intervenção por meio de cateterismo, procedimento que pode incluir a colocação de stent para melhorar a circulação e reduzir os riscos.
“Ela precisa voltar para Fortaleza, com a mesma equipe que já acompanha o caso. Aqui em Teresina não tem estrutura nem médicos capacitados para esse tipo de procedimento”, afirma Jessiane Santana.
De acordo com a família, o pedido de autorização foi iniciado no dia 21 de janeiro. Desde então, a resposta do plano tem sido a mesma: a solicitação segue “em análise”.
Diante da situação, a mãe buscou apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas relata que, mesmo após o prazo estabelecido pelo órgão ter sido esgotado, o problema não foi resolvido.
“Cada dia que passa, o coração dela fica mais sobrecarregado. A gente vive na angústia, sem saber quando vão autorizar. É desesperador”, desabafa.
A família considera a situação um descaso e teme pelo agravamento do quadro de saúde da criança. “Minha filha precisa disso com urgência. Não é algo que pode esperar”, reforça Jessiane.
Outro lado
Em nota ao portal Piauí Hoje, a Unimed Teresina informou que acompanha o caso “com prioridade” e que as tratativas para a autorização do procedimento estão em andamento.
A cooperativa afirmou ainda que aguarda retorno da rede credenciada para a conclusão do processo, após atualização da solicitação realizada pela família, e reforçou o compromisso de garantir a cobertura prevista em contrato “com a agilidade que o caso requer”.
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