Vinte e oito municípios do Piauí já estão classificados como de alto risco para dengue e outros 85 estão em situação de alerta, segundo dados mais recentes da vigilância em saúde da Sesapi. O avanço da doença acendeu um sinal de preocupação no estado e levou a secretaria a intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Para conter a proliferação, a Sesapi tem ampliado o envio de insumos para os municípios e reforçado as estratégias de controle. Entre as medidas adotadas estão a distribuição de larvicidas e adulticidas para as 12 regiões de saúde, além da implantação de armadilhas que ajudam no monitoramento e na redução dos focos do mosquito.
Outro fator que preocupa é a circulação do vírus da dengue tipo 3, identificado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen). De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé, essa variante pode evoluir para formas mais graves da doença. “Ele é mais preocupante porque pode ter evolução para formas mais severas, com risco de dengue hemorrágica”, alertou.
Sesapi amplia envio de insumos para municípios e reforça estratégias de controle (Foto: Sesapi)
Apesar do reforço nas ações por parte do poder público, especialistas destacam que a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros, principalmente dentro das residências. Levantamentos apontam que a maioria dos focos do mosquito está em ambientes domésticos.
Cristiane Moura Fé reforça que o enfrentamento da doença depende da participação da população. “Importante verificar que o poder público trabalha no combate, mas é uma situação que envolve uma atuação conjunta. Cerca de 80% dos focos estão nos domicílios e é responsabilidade nossa como cidadão fazer essa eliminação dentro das residências e ajudar o poder público nesse enfrentamento”, destacou.
A principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros,
Com a chegada do período chuvoso, o risco de proliferação do mosquito aumenta, já que a água parada favorece a reprodução do Aedes aegypti. Por isso, medidas simples dentro de casa fazem diferença, como evitar acúmulo de água em recipientes, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente o lixo. Além disso, o uso de repelentes, a instalação de telas em janelas e a vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos também são recomendados como formas de proteção.
A Sesapi reforça que, mesmo com o avanço das ações de controle, o combate à dengue depende diretamente da colaboração da população, especialmente no cuidado com os ambientes domésticos, onde estão concentrados os principais focos do mosquito.
Fonte: Governo do Estado