Saúde

ATUALIZAÇÃO

Conselho Federal de Enfermagem autoriza prescrição de antibióticos por enfermeiros

Documento atualiza lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui remédios como amoxicilina, azitromicina e eritromicina

Da Redação

Quinta - 22/01/2026 às 18:25



Foto: Antibióticos  podem ser prescritos por enfermeiros para adultos e crianças
Antibióticos podem ser prescritos por enfermeiros para adultos e crianças

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução permitindo que enfermeiros prescrevam antibióticos para pacientes, ampliando formalmente o rol de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais.  A medida vem na esteira de uma atualização feita no ano passado pela Anvisa no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a incluir o registro profissional de enfermeiros.

O sistema monitora as movimentações de entrada (compras e transferências) e saída (vendas, transformações, transferências e perdas) de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país. Com a atualização, a agência reconhecia o registro do enfermeiro nas receitas para fins de monitoramento. A permissão da prescrição, no entanto, dependia de uma resolução do Cofen, que é quem regulamenta a permissão, o que aconteceu com essa publicação.

Conselho Federal de Medicina disse que prescrição de medicamentos deve ser competência exclusiva dos médicos

O documento atualiza a lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui os antibióticos. Eles podem ser prescritos por enfermeiros tanto para adultos, quanto para crianças. 

  • amoxicilina
  • azitromicina
  • eritromicina

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou que a prescrição de medicamentos deve ser competência exclusiva dos médicos, que podem garantir a determinação correta do prognóstico. "Compete aos enfermeiros apenas a prerrogativa de disponibilizar medicamentos em programas de saúde pública e rotinas institucionais já estabelecidas e após diagnóstico médico, não tendo competência para prescrever antibióticos", afirmam.

O CFM ainda alerta que, com a ampliação, o Cofen "afronta a legislação brasileira e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de colocar a saúde da população brasileira em risco". No ano passado, quando houve a atualização, o CFM também agiu e se posicionou contra a autorização. A entidade havia entrado na Justiça contra uma resolução que permitia que enfermeiros do DF prescrevessem antibióticos.

Fonte: G1

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: