Política

NOVO PRESIDENTE

Socialista derrota extrema direita e vence eleição presidencial em Portugal

Com 95% dos votos apurados, o candidato do Partido Socialista tem 66% dos votos válidos contra 34% de André Ventura, do partido de extrema direita

Da Redação

Domingo - 08/02/2026 às 18:56



Foto: Seguro teve apoio de partidos da esquerda e da direita, que desejam conter a crescente onda populista
Seguro teve apoio de partidos da esquerda e da direita, que desejam conter a crescente onda populista

António José Seguro, do Partido Socialista, é o novo presidente de Portugal, apontam pesquisas de boca de urna e a prévia da apuração. Segundo a agência de notícias Reuters, com 70% dos votos apurados, o candidato de esquerda tem 64% dos votos válidos contra 36% de André Ventura, do partido de extrema direita Chega. Os dois disputaram o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (8).

Apoiantes de Seguro celebram os resultados das eleições presidenciais (Foto: REUTERS/Pedro Nunes)

Duas pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas - 19h do horário local e 16h em Brasília - também apontaram a vitória, com Seguro com 67% a 73% dos votos, enquanto seu adversário ficou com 27% a 33%. "A resposta que o povo português deu hoje, o seu compromisso com a liberdade, a democracia e o futuro do nosso país, deixa-me naturalmente comovido e orgulhoso da nossa nação", disse Seguro a jornalistas.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas já indicavam a vitória de Seguro, principalmente devido ao alto índice de rejeição - cerca de 60% dos eleitores - enfrentado por seu adversário.

António José Seguro tem 63 anos e é um político socialista de longa data. Durante a campanha, ele posicionou-se como um candidato moderado que cooperará com o governo minoritário de centro-direita de Portugal, repudiando as diatribes anti-establishment e anti-imigração de Ventura, e conquistou o apoio de outros políticos tradicionais, tanto de esquerda quanto de direita, que desejam conter a crescente onda populista.

Apesar da derrota deste domingo, André Ventura, de 43 anos, segue em sua escalada de popularidade no país. O apoio crescente a ele e seu partido reflete a influência cada vez maior da extrema direita em Portugal e em grande parte da Europa. No ano passado, o partido dele, o Chega, tornou-se a segunda maior força parlamentar portuguesa, ultrapassando os socialistas e ficando atrás da aliança governante de centro-direita, que obteve 31,2%.

"Todo o sistema político, tanto de direita quanto de esquerda, uniu-se contra mim. Mesmo assim, acredito que a liderança da direita foi definida e consolidada hoje. Espero liderar esse espaço político a partir de hoje", disse Ventura a jornalistas ao sair de uma missa católica no centro de Lisboa.

André Ventura, candidato da extrema direita de Portugal Chega (Foto: REUTERS/Rodrigo Antunes)

O Poder Executivo de Portugal é dividido entre duas figuras: o presidente e o primeiro-ministro. Por conta do sistema político do país, o semipresidencialismo, é o prêmie que cuida do dia a dia do governo e o presidente tem um papel mais cerimonial, representando o país internacionalmente e intervindo quando achar necessário.

O cargo da Presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.

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