Moradores do Condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico (DF), demonstraram incômodo com o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao residencial nessa sexta-feira (27), onde ele passou a cumprir prisão domiciliar.
A volta ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a medida em razão do estado de saúde do ex-presidente. Bolsonaro deixou o hospital após duas semanas internado e agora utiliza tornozeleira eletrônica.
Em mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp do condomínio, moradores relataram preocupação com possíveis transtornos na rotina. Um deles afirmou que o ambiente pode voltar a ser um “verdadeiro inferno”.
Outro vizinho relembrou situações anteriores envolvendo apoiadores e manifestações no local: “Vai ter carro de som e velho chorando em cima da bandeira como antes.”
Também houve quem demonstrasse insatisfação direta com a volta do ex-presidente. “Estava tão bom” quando ele não estava no condomínio, comentou uma moradora, acrescentando em seguida: “Péssimo ele voltar.”
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Diante do cenário, a administração do condomínio divulgou orientações aos moradores sobre as regras a serem seguidas durante o período de prisão domiciliar. Entre as medidas determinadas está a proibição de aglomerações nas proximidades do imóvel, em um raio de até 1 km.
O comunicado também reforça a necessidade de controle na entrada de visitantes e alerta para possíveis consequências em caso de descumprimento das determinações judiciais. Segundo o síndico, qualquer irregularidade pode gerar “consequências imediatas”, além de transtornos administrativos e jurídicos para os moradores responsáveis.
Confira o documento na íntegra.
Informo aos nossos moradores que observem com o máximo cuidado a rotina de entrada e saída dos seus visitantes, pois a determinação do senhor ministro do STF é clara e, caso ocorra qualquer tipo de ato que seja interpretado como descumprimento à ordem judicial, acarretará em infração judicial e suas consequências serão imediatas, bem como trará transtorno administrativo e jurídico ao condômino ou morador que autorizou a entrada.
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Fonte: Metrópoles
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