A candidatura do senador Ciro Nogueira à reeleição pode ter subido no telhado. Vários fatores estariam sendo levado em conta para essa possibilidade. Mas o escândalo do Banco Master seria o principal. O nome de Ciro está em todos os jornais, tvs e portais do Brasil. É o efeito do Caso Master e a amizade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Para alguns analistas, o reflexo da crise está estampado no rosto do senador e reverbera dentro da casa dos políticos.
Um familiar de Joel Rodrigues, escudeiro fiel de Ciro, presidente estadual do Progressitas, comentou com uma fonte que o ex-prefeito de Floriano pode vir a disputar o Senado "no lugar do chefe", como Joel se refere ao senador. O ex-prefeito é, até agora, o potencial candidato ao governo do Piauí, mas a escolha do partido entre ele e Margarete Coelho continua indefinida.
Jogada de marketing
Para observadores da política, a relação não poderia ser diferente diante da autoridade do senador sob o ex-prefeito. Se Joel chama Ciro de chefe, Ciro chama Joel de "filho do carroceiro". É a jogada de marketing clássica: se o rico não chega ao poder por rejeição, usa o pobre para alcançar seu objetivo.
Todos sabem que a autonomia de Joel no Progressitas é zero. Ele diz em entrevistas: "Ciro manda", "o senador vai definir". Internamente é: "o chefe mandou". Alguém tem alguma dúvida que, se Joel vencesse a disputa para o governo, quem mandaria no Estado seria Ciro Nogueira?
Se não há nenhuma duvida quanto ao governo, se disputar ao Senado, é a certeza absoluta. Ciro não entregaria um mandato de Senador a alguém que não fizesse lá o que ele mandasse. claro, garantindo a suplência para alguém da família - hoje é a mãe sua própria suplente. Amanhã o escolhido seria seu irmão, Neto Nogueira.
No final, tudo fica em casa. Menos a carroça, é claro. Nas garagens de mansões não cabem a simplicidade. Só da porta pra fora.