O secretário estadual de Segurança, Antônio Luiz, declarou nesta terça-feira (24/03) que o Governo do Piauí vai adotar medidas mais rigorosas na contratação de terceirizados, após o caso de uma servidora da Delegacia Geral vítima de suposto estupro por parte de um funcionário terceirizado. Ele informou que três delegadas foram designadas para conduzir as investigações, que devem ser concluídas até a próxima sexta-feira (27/03), dentro do prazo de 10 dias previsto quando o suspeito está preso.
Segundo o secretário, o inquérito corre em sigilo por se tratar possivelmente de crime sexual, com o objetivo de preservar a vítima. Há ainda indícios de envolvimento do suspeito em outro crime, o que levanta questionamentos sobre como ele conseguiu atuar dentro de uma repartição pública ligada à Polícia Civil, onde funcionam setores administrativos e unidades vinculadas à chefia da corporação.
Antônio Luiz destacou que, embora a contratação tenha sido feita por uma empresa terceirizada, o Estado pretende endurecer as regras para evitar novos casos. A medida inclui a exigência de documentação mais rigorosa e verificação detalhada de antecedentes. “Uma empresa terceirizada que fornece mão de obra para o Estado é obrigada a fazer checagens, mas agora editamos uma portaria que regulamenta a contratação e o ingresso desses profissionais, exigindo formulários completos e certidões negativas criminais, reduzindo riscos à população nas repartições públicas”, explicou.
Familiares da vítima também relataram dificuldades na transferência da servidora da rede pública para a rede privada, devido à demora na autorização do plano de saúde estadual. “A gente está sem rumo, sem chão. Nenhum ser humano merece passar por uma situação dessa. É monstruoso demais e nós pedimos justiça”, disse um familiar que preferiu não se identificar.
De acordo com o secretário, houve articulação entre a Secretaria de Segurança, a Secretaria de Saúde e o instituto responsável pelo plano de saúde dos servidores, o que possibilitou a transferência da vítima do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) para o Hospital de Terapia Intensiva (HTI). Ele ressaltou que vagas de UTI são limitadas e destinadas a casos graves, exigindo disponibilidade no momento da regulação.
Precisamos aprender com situações como essa, prestar todo o apoio à vítima, investigar com rigor para punir o culpado e não deixar nenhum detalhe passar”, afirmou Antônio Luiz.
Sobre o caso
Uma servidora comissionada da Delegacia Geral teria sido vítima de abuso sexual. O principal suspeito, identificado como Jolmir Fagner Barros Ferraz, é um funcionário terceirizado, que foi preso e deverá responder pelo crime. A Polícia Civil informou que segue reunindo laudos e intensificando as investigações.
Fonte: Secretária de Segurança
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