
A Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) se pronunciaram sobre a operação' Escudo Eleitoral', deflagrada na manhã desta quinta-feira (03) pela Polícia Federal e que resultou na prisão da vereadora Tatiana Medeiros (PSD).
A vereadora foi presa por suspeita de ligação com a facção criminosa Bonde dos 40 e de integrar um esquema de compra de votos e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação da Polícia Federal, o padrasto da vereadora, Stênio Ferreira Santos, é apontado como operador financeiro do esquema criminoso. Stênio tinha cargos comissionado na Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e Assembleia Legislativa do Piauí. (Alepi), mas foi afastado de suas funções após a operação.
Ainda de acordo com a investigação, o padrasto de Tatiana Medeiros atuava como intermediador da parlamentar em pagamentos relacionados à compra de votos e lavagem de dinheiro por intermédio da ONG Vamos Juntos, fundado por Tatiana Medeiros. No endereço dela, a polícia apreendeu celulares, dinheiro em espécie e lista com nomes de eleitores.
A polícia acredita que há uma relação entre o padrasto Stênio Ferreira Santos e o namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso Passos, que foi preso no final do ano passado em Minas Gerais. Além disso, a mãe da vereadora, Maria Odélia Medeiros, também estaria envolvida no esquema.
O que diz a Alepi e Sesapi:
A casa legislativa informou que foi oficialmente notificada sobre a operação e que não possui em seu quadro funcional, até o momento, nenhum servidor investigado na operação.
"A Assembleia Legislativa do Estado do Piauí não possui qualquer envolvimento com os crimes objeto da investigação e que a Alepi, como instituição pública e transparente, coloca-se à disposição das autoridades para contribuir para a melhor elucidação dos fatos", disse a Alepi.
A Alepi reiterou seu compromisso com a transparência, a ética e o fortalecimento das instituições democráticas.
Já a Sesapi informou que não é um órgão é alvo da investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Escudo Eleitoral e que está prestando, junto aos órgãos competentes, todas as informações solicitadas, já que um servidor foi citado na referida operação.