Polícia

CRIME GRAVE

Avó vendia netas para piloto preso por abuso sexual em Congonhas; veja momento da prisão

Operação “Apertem os Cintos” investiga crimes como exploração sexual, estupro de vulnerável e pornografia infantil

Por Redação

Segunda - 09/02/2026 às 12:12



Foto: Reprodução/internet Piloto da Latam foi preso dentro da cabine do avião no aeroporto de Congonhas, em operação que investiga rede de exploração sexual infantil
Piloto da Latam foi preso dentro da cabine do avião no aeroporto de Congonhas, em operação que investiga rede de exploração sexual infantil

Um piloto da companhia aérea Latam foi preso na manhã desta segunda-feira (9) dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, acusado de integrar uma rede de abuso sexual de menores que atuaria há pelo menos oito anos. Uma mulher, de 55 anos, também foi presa por aliciar suas próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o piloto em troca de pagamento. Mandados de prisão temporária foram cumpridos contra ambos.

O piloto, identificado como Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, já estava na cabine da aeronave com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por policiais civis. A ação faz parte da operação batizada de “Apertem os Cintos”, que apura crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a investigação da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Lopes é suspeito de participar da rede de exploração de pornografia infantil e abuso sexual de menores há pelo menos oito anos. Ele foi levado para o DHPP, e a defesa do piloto não foi localizada até o momento. As apurações apontam que o suspeito levava menores a motéis utilizando documentos falsos. 

A operação também inclui o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e na cidade de Guararema, na Região Metropolitana, onde Lopes reside. Segundo a polícia, “as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos”.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A empresa destacou que “repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”.

A companhia confirmou ainda que o voo LA3900 (São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiro/Santos Dumont), que seria operado pelo piloto preso, decolou e pousou normalmente, no horário previsto.

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