Nas primeiras horas desta quinta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação que as tropas americanas permanecerão no Irã e regiões próximas até que um “acordo verdadeiro” seja alcançado entre as partes.
Em tom de ameaça, Trump declarou que, caso não haja entendimento, novos ataques poderão ser realizados em escala ainda maior. Segundo ele, qualquer acordo só será aceito se impedir o Irã de possuir armas nucleares e garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e seguro para navegação.
Por meio da rede Truth Social, o republicano destacou que as forças militares dos EUA estariam em preparação para novas ações. “Nossas grandes Forças Armadas estão se reabastecendo e descansando, ansiosas, na verdade, por sua próxima conquista”, escreveu.
Ao comentar o cenário do conflito, Trump voltou a afirmar que o “inimigo já está substancialmente enfraquecido”. Ele também criticou veículos de imprensa como The New York Times e CNN, acusando-os de divulgarem um suposto plano de paz de dez pontos que classificou como falso.
Enquanto isso, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã segue instável nesta quinta-feira. A trégua anunciada dois dias antes tem sido marcada por incertezas, violações e até o fechamento temporário do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores estratégicos do mundo.
Tensão
Pelo acordo inicial, os EUA e Israel interromperiam ataques por duas semanas, enquanto o Irã se comprometeria a manter o estreito aberto. No entanto, a reabertura da via marítima durou apenas algumas horas, elevando a tensão novamente.
Relatos de confrontos voltaram a surgir na quarta-feira (8), com acusações de ambos os lados. O Irã denunciou ataques a ilhas sob seu controle e ações israelenses no Líbano. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones iranianos durante a vigência da trégua.
Entre os principais pontos de divergência, está o plano de dez propostas apresentado pelo Irã como base para encerrar o conflito. Inicialmente considerado “viável” por Trump, o documento passou a ser visto com ressalvas, sendo parcialmente rejeitado pela Casa Branca, que o classificou como inaceitável em sua forma original.
Outro impasse central envolve o programa nuclear iraniano. Teerã defende o direito de manter o enriquecimento de urânio, enquanto Washington rejeita completamente essa possibilidade. Trump afirmou que pretende remover todo o material nuclear do território iraniano, inclusive com monitoramento rigoroso e apoio militar.
A disputa em torno do programa nuclear do Irã é antiga e envolve não apenas os Estados Unidos, mas também outras potências ocidentais, que temem o desenvolvimento de armas nucleares por parte do país.
Fonte: G1