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DECLARAÇÃO

Papa critica líderes mundiais e alerta para uso da religião em conflitos internacionais

Em discurso, pontífice condena gastos com guerra e faz apelo pela paz em meio a tensões entre EUA, Irã e Israel.

Da Redação

Sexta - 17/04/2026 às 11:14



Foto: reprodução: Vaticano Papa Leão XIV faz crítica aos líderes mundiais
Papa Leão XIV faz crítica aos líderes mundiais

O Papa Leão XIV fez crítica aos líderes mundiais que gastam mais com guerra do que com as necessidades da população. Em declaração durante passagem em Camarões, o mesmo diz: “Está sendo devastado por um punhado de tiranos”.

“Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir”, lamenta o pontífice.

Leão XIV crítica ainda mais o fato de os líderes usarem “o nome de Deus” para explicar objetivos militares: “Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para obter ganhos militares, econômicos e políticos, arrastando o que é sagrado para as trevas e a imundície”, declara.

A fala também pode ser vista como um ataque ao Presidente Donald Trump, que chamou o papa de “fraco” após sua declaração contra a guerra e em defesa da paz.

Em sua rede social, o presidente Trump postou uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) o retratando como Jesus Cristo. Depois de críticas, ele se retratou, dizendo que a imagem o retratava como médico, não como Jesus. Após toda repercussão, o mesmo compartilhou uma imagem sua abraçado com Jesus.

Guerra no Irã

O Irã sofreu ataques dos Estados Unidos e Israel em fevereiro deste ano, durante a negociação de um novo acordo nuclear. Em 2015, o ex-presidente Barack Obama firmou um acordo que limitava as atividades nucleares do Irã em troca de alívio de sanções e inspeções internacionais. Em 2018, Donald Trump rompeu o acordo, alegando desvantagem para os EUA.

Desde o segundo mandato do presidente estadunidense, as tensões entre os EUA e o Irã aumentaram, com acusações de que o Irã estava desenvolvendo bombas nucleares. Houve algumas negociações, mas não chegaram a um fim, com início de novos bombardeios de ambas as partes.

Na última semana, foi firmado um novo cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, pouco antes de um ultimato dos EUA sobre a reabertura do estreito de Ormuz.

Fonte: SBT News

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