Geral

AUTORIZADO

Reajuste nos medicamentos de 3,81% entra em vigor hoje e pode pesar no bolso

Cabe às indústrias farmacêuticas decidir se irão repassar o reajuste ao consumidor e em qual proporção, desde que respeitem os limites fixados.

Da Redação

Terça - 31/03/2026 às 10:10



Foto: Pillar Pedreira / Agência Senado Preço dos medicamentos pode subir e preocupa consumidores
Preço dos medicamentos pode subir e preocupa consumidores

Os preços dos medicamentos comercializados no Brasil passam a ter novo limite de reajuste a partir desta terça-feira (31). De acordo com resolução publicada pelo governo federal no Diário Oficial da União, o aumento máximo autorizado chega a 3,81%, embora a aplicação não seja automática nas prateleiras.

A definição dos percentuais foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por estabelecer o teto de preços no país. Mesmo com a liberação, cabe às indústrias farmacêuticas decidir se irão repassar o reajuste ao consumidor e em qual proporção, desde que respeitem os limites fixados.

Na prática, isso significa que os aumentos podem variar bastante. Alguns medicamentos podem não sofrer alteração, outros podem ter reajustes menores que o permitido e há ainda a possibilidade de repasses graduais ao longo dos próximos meses, sem impacto imediato.

A resolução estabelece três faixas distintas de reajuste, que funcionam como teto de aumento: o nível 1 permite alta de até 3,81%, o nível 2 limita o reajuste a 2,47% e o nível 3 estabelece máximo de 1,13%. A classificação depende de fatores como concorrência no mercado e presença de medicamentos genéricos.

De modo geral, remédios com maior número de fabricantes e versões genéricas tendem a se enquadrar na faixa com maior teto de reajuste. Já produtos com menos concorrência, como medicamentos mais novos ou com tecnologia mais avançada, ficam nos níveis com limites menores.

Segundo a CMED, o reajuste médio autorizado neste ano ficou em até 2,47%, o menor índice registrado em quase 20 anos e abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses. O percentual segue uma tendência de queda desde 2023, após períodos em que os aumentos chegaram a ultrapassar os 10%.

Entre os medicamentos mais utilizados pela população, especialmente no tratamento de doenças crônicas, a lógica de distribuição segue o nível de concorrência. Remédios para hipertensão, colesterol e diabetes — como diuréticos, estatinas e metformina — costumam estar na faixa mais alta devido à ampla oferta no mercado.

medicamentos com concorrência intermediária, como alguns antidepressivos mais recentes e tratamentos modernos para diabetes, tendem a se enquadrar na faixa intermediária. Por outro lado, produtos com pouca disponibilidade, como determinadas insulinas de longa duração, ficam no nível mais baixo de reajuste.

Essa divisão reflete o funcionamento do setor farmacêutico: quanto maior a concorrência, maior tende a ser o limite autorizado — mas também aumentam as chances de promoções e variações de preço, o que pode beneficiar o consumidor na hora da compra.

Fonte: G1

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: