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PAPO DE JALECO

Preenchimento peniano faz sucesso entre homens do Piauí

Urologista Vilson Bezerra, que fez treinamento fora do Brasil, diz que já fez mais de 700 procedimentos nos últimos dois anos

Dulce Luz

Segunda - 23/03/2026 às 16:03



Foto: O principal ganho do preenchumento peniano é na epessura
O principal ganho do preenchumento peniano é na epessura

O preenchimento peniano, tema que ainda gera curiosidade, dúvidas e até preconceito, foi o assunto central do podcast Papo de Jaleco, apresentado pela jornalista Malu Barreto. O entrevistado foi o urologista Dr. Vilson Bezerra, que explicou de forma direta como funciona o procedimento, quando ele é indicado e quais os riscos envolvidos. O especialista afirma que já realizou mais de 700 procedimentos no estado, a maior marca do Piauí e uma das maiores do Nordeste. Ele atua com a técnica há cerca de dois anos, após treinamento fora do país, e mantém acompanhamento dos resultados para garantir segurança aos pacientes.

Durante a entrevista, o médico esclareceu o que é, de fato, o preenchimento, ressaltando que  a cirurgia não tem como objetivo aumentar o comprimento do pênis.  “Ele não aumenta o tamanho em ereção. O principal ganho é em espessura, na circunferência”, explicou. Em média, segundo ele, o pênis do brasileiro tem cerca de 13 centímetros em ereção, o que está dentro da normalidade.

Urologista Dr. Vilson Bezerra, explicou de forma direta como funciona o preenchimento peniano

O material mais usado o ácido hialurônico, substância já utilizada na medicina estética por ser compatível com o organismo. Ele reforçou que existem outros materiais, mas alertou que alguns são perigosos. “Tem produtos que são totalmente proibidos para essa região e podem causar complicações graves, como necrose e infecção”, disse.

O médico também explicou que, na maioria dos casos, o procedimento é estético. No entanto, pode ter indicação terapêutica em situações específicas. “Tem pacientes que têm um transtorno psicológico relacionado à aparência do órgão. Isso pode afetar a performance sexual. Nesses casos, o preenchimento pode ajudar, junto com acompanhamento psicológico”, afirmou.

Um dos pontos mais enfatizados na entrevista foi a necessidade de que o procedimento seja realizado exclusivamente por médicos. “O preenchimento peniano é um ato médico. Quando feito por quem não é médico, é exercício ilegal da medicina e pode trazer riscos sérios ao paciente”, alertou, citando inclusive normas do Conselho Federal de Medicina e da Sociedade Brasileira de Urologia.

Urologista Dr. Vilson Bezerra e  jornalista Malu Barreto

Sobre o procedimento em si, Dr. Vilson disse que é rápido e, em geral, pouco doloroso. “Dura de 10 a 30 minutos e é feito com anestesia local. O paciente sai no mesmo dia”, explicou. Após a aplicação, é necessário um período de cuidados, como evitar relações sexuais por cerca de uma semana para reduzir o risco de infecção.

Outro ponto abordado foi o resultado. Segundo o médico, quando feito com técnica adequada, o efeito tende a ser natural. “Muitas vezes a pessoa percebe que houve uma mudança, mas não sabe exatamente o que foi feito”, disse. Ele também explicou que o resultado não é permanente e pode exigir manutenção ao longo do tempo.

O resultado do preenchimento peniano não é permanente e pode exigir manutenção ao longo do tempo

O tema tem ganhado mais visibilidade nos últimos anos, impulsionado por redes sociais e pela busca crescente por procedimentos estéticos. No entanto, especialistas alertam que a falta de informação ainda é um dos principais riscos, principalmente quando pacientes recorrem a profissionais não habilitados. O médico reforçou que, apesar de ser um procedimento considerado seguro quando bem indicado, ele não é isento de riscos. “É preciso ter critério, técnica e responsabilidade. Segurança deve vir sempre em primeiro lugar”.

Veja a entrevista completa no canal do Portal Piauí Hoje no Youtube, acessando o link abaixo:

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