As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 53 dias em Bacabal (MA), seguem sem resposta concreta sobre o paradeiro das crianças. O caso, que mobiliza forças de segurança e voluntários desde o dia 4 de janeiro, ganhou novos desdobramentos após familiares levantarem a hipótese de que os irmãos possam ter sido levados por terceiros.
As crianças desapareceram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural do município. Na ocasião, elas haviam saído para brincar em uma área de mata acompanhadas do primo Anderson Kauan, de 8 anos, que foi localizado com vida dias depois, debilitado e a vários quilômetros de distância do ponto inicial.
A avó das crianças, Francisca Cardoso, declarou em entrevista recente, que não acredita mais que os netos ainda estejam na mata, como vinha sendo considerado até então pelas buscas. Para ela, as equipes já percorreram de forma exaustiva a região, e a possibilidade agora é de que alguém tenha levado as crianças do local, e não apenas elas tenham se perdido.
“Como teve esse tanto de gente procurando, eu creio que no mato eles não estão mais. Alguém levou com a ajuda de alguém”, afirmou a avó, que segue pedindo informações à população.

Desde o desaparecimento, uma força-tarefa envolvendo policiais civis, militares, bombeiros, equipes ambientais e voluntários percorre a região em busca de vestígios ou indícios sobre o que aconteceu com as crianças. A mobilização já ultrapassou mais de 200 quilômetros de mata, trechos do Rio Mearim, lagos e áreas alagadas.
Embora já tenha se passado mais de 50 dias, as autoridades não descartam hipóteses e mantêm as investigações em sigilo. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que o inquérito policial ainda não foi concluído e que continua a apurar todas as circunstâncias do desaparecimento, sem conclusões definitivas até o momento.
Moradores, familiares e órgãos de segurança seguem mobilizados nessa busca por respostas. A ausência de vestígios materiais e a dificuldade de localizar trilhas ou evidências das crianças torna o caso um dos mais complexos e angustiantes da região nos últimos anos.
Pistas investigadas
Ao longo das semanas, equipes já exploraram diferentes linhas de investigação, desde perda das crianças na mata até possíveis sequestros ou envolvimento de terceiros. Nos primeiros dias, houve rumores e notícias sobre possíveis avistamentos em outros estados, como em São Paulo, mas nenhuma dessas pistas foi confirmada oficialmente pela polícia.
Autoridades reforçam que qualquer informação relevante deve ser comunicada às forças de segurança para auxiliar nas diligências.
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