
Desde 2019, o Projeto Caminhos da Esperança, em Cristalândia do Piauí, tem transformado a realidade de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social. Atuando com atividades educativas, culturais e de fortalecimento comunitário, a iniciativa já impactou centenas de pessoas na cidade e na zona rural.
Atualmente, o projeto integra o Programa Cozinha Solidária, do Governo Federal, que em todo o estado do Piauí apenas 11 instituições foram selecionadas, tendo a Cáritas de Teresina responsável para atuar como cozinha gestora do programa, articulando a rede de cozinhas comunitárias.
Assim, o Projeto Caminhos da Esperança, liderado pela profa. Dra. Norivan Lisboa, desenvolve o trabalho buscando diferentes pontos de apoio, inclusive a Secretaria de Agricultura Familiar do Estado (SAF), que através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), tem ajudado a manter o trabalho. O ciclo é claro e transformador: o pequeno agricultor cultiva, a SAF compra a produção e o projeto recebe os alimentos, que são preparados e distribuídos gratuitamente à população carente (famílias cadastradas).
A meta é alcançar 55 mil refeições distribuídas ao longo do ano de 2025, contemplando tanto a zona urbana quanto comunidades quilombolas e rurais. Com possibilidade de estender para outros municípios.
A coordenadora geral, professora Norivan Lustosa, revela os desafios enfrentados: “Manter um projeto como esse é muito difícil, a demanda é alta e os recursos são escassos. Recebemos apenas R$ 2,40 por refeição e as doações que chegam, apesar de muito bem-vindas, são insuficientes diante da necessidade. As despesas são altas e precisamos de apoio para seguir com o trabalho. Ainda assim, estamos lutando a cada dia para manter o atendimento, pois entendemos que representa esperança para muitas famílias que não têm o que comer”.
Atualmente o projeto Caminhos da Esperança acolhe crianças e adolescentes no contraturno escolar, oferece apoio educacional, esporte, lazer, artes e muita diversão, além disso, apoia o pequeno agricultor recebendo os produtos por eles produzidos, com apoio da programa da Cozinha Solidária, geração de trabalho e renda e, ao mesmo tempo, combate a fome ao promover a distribuição de refeições às famílias carentes.
Portanto, mais do que uma ação assistencial, o Caminhos da Esperança mostra que solidariedade, organização comunitária e políticas públicas podem caminhar juntas. É um exemplo de como a união entre Governo Federal, entidades sociais e agricultores familiares pode gerar impacto real e duradouro na vida das pessoas.
Em outras palavras, o impacto do Projeto Caminhos da Esperança na sociedade cristalandense é grande e merece ser ampliado para outros municípios do extremo sul do estado. Segundo a professora Norivan, existe sim o interesse em expandir as ações, mas para isso é necessário o apoio da sociedade em geral. Ela também faz questão de expressar sua gratidão aos voluntários, cuja dedicação e solidariedade tornam possível que centenas de crianças, adolescentes e famílias sejam beneficiadas diariamente.