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MÃE E BEBÊ SOBREVIVERAM

Gestante perde a memória e movimentos do corpo em gravidez de risco no Piauí

Daniela Lopes de 27 anos perdeu a memória e sofreu paralisia nos membros direitos; ela e o bebê se recuperaram na Maternidade Dona Evangelina Rosa

Por Redação

Domingo - 05/04/2026 às 17:35



Foto: Arquivo Pessoal Mãe e bebê recebem alta juntos após enfrentarem complicações graves durante gestação de alto risco em maternidade de referência no Piauí.
Mãe e bebê recebem alta juntos após enfrentarem complicações graves durante gestação de alto risco em maternidade de referência no Piauí.

Aos 27 anos, Daniela Lopes da Silva viveu, na terceira gestação, um quadro de alto risco desde as primeiras semanas. O bebê Adiran Gabriel nasceu prematuro e passou quase um mês na UTI neonatal da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. 

Ela perdeu totalmente a memória, não lembrava seu nome, não reconhecia os familiares e não sabia por que estava ali. Os médicos e enfermeiros tiveram que ajudá-la a recuperar tudo. Aos poucos, Daniela restabeleceu cerca de 60 a 70% da memória, como o neurologista tinha previsto.

Daniela ficou cerca de uma semana na UTI materna e mais 45 dias na enfermaria. E recebeu alta médica no mesmo dia da criança.

“Desde o início, tive problemas, sentia dores, ansiedade e medo de perder a gestação. Precisei tomar medicamentos para evitar sangramentos e fiz muitos exames, com acompanhamento constante na Evangelina Rosa. Todas as minhas gestações foram de alto risco, mas apenas esta última ocorreu na Nova Evangelina, pois as anteriores ainda eram na antiga unidade”, conta Daniela.

Daniela Lopes da Silva viveu, na terceira gestação | Foto: arquivo pessoal

No fim de dezembro de 2025, Daniela sofreu paralisia nos membros direitos e passou horas sem conseguir se mover. Foi internada por quase duas semanas e, após o retorno dos sintomas, precisou ser internada novamente, para atendimento neurológico. A equipe da maternidade manteve a gestação até 31 semanas, quando realizou um parto de emergência para proteger a vida dela e do bebê.

“Sem esse atendimento e esse apoio, não só a mim, mas também a todas as mulheres que entram ali, eu não teria conseguido. Meu filho talvez não tivesse sobrevivido, e eu não teria suportado o que passei. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico, o carinho e a atenção de todos os profissionais fizeram diferença”, lembra Daniela.

A maternidade possui 15 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, 30 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional e 30 leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Esses leitos estão integrados ao Método Canguru, uma técnica de cuidado neonatal que prioriza o contato pele a pele entre o bebê prematuro ou de baixo peso e a mãe.

Daniela Lopes e o bebê Adiran Gabriel | Foto: arquivo pessoal

Em 2025, a maternidade registrou mais de 6 mil partos e 72 mil atendimentos ambulatoriais, consolidando seu cuidado com gestantes e recém-nascidos.

Inaugurada em 28 de julho de 2023, a unidade é referência no atendimento a gestantes e bebês de 0 a 2 anos de alto risco no Piauí. A equipe, formada por obstetras, neonatologistas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, oferece cuidado clínico e suporte emocional desde o pré-natal até o pós-parto.

Fonte: Governo do Piauí

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