Priscila Versão, de 22 anos, autônoma e mãe, foi levada já sem vida pelo companheiro ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na zona norte de São Paulo, na segunda-feira (23). O caso foi registrado como feminicídio.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito, Deivit Bezerra Pereira, de 36 anos, chegou ao hospital com a vítima já sem vida e apresentando sinais de agressão; o Guia de Encaminhamento de Cadáver relata ainda que as roupas dela tinham cheiro de gasolina. Conforme o B.O, ele também ameaçava atear fogo ao próprio corpo e, no interior do veículo de Deivit, os policiais encontraram manchas de sangue e um galão de combustível. Ele foi preso em flagrante e posteriormente a Justiça determinou a conversão da prisão em preventiva.
Deivit relatou aos policiais militares que ele e Priscila estavam em um pagode em um bar quando discutiram. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou que deixou o local e foi até um posto, onde comprou gasolina e teria despejado o líquido sobre o seu corpo com a intenção de tirar a própria vida, mas desistiu.
Ainda conforme o suspeito, ele decidiu retornar ao bar e, antes de chegar ao estabelecimento, teria encontrado Priscila caída no chão, com sangramento no nariz. Ele declarou que a colocou no carro e a levou ao hospital.
Priscila morava na Brasilândia, zona norte de São Paulo, e deixa familiares e amigos, incluindo três filhos pequenos de seis anos, um de quatro anos e um bebê de seis meses. Ela também era amiga e vizinha da vendedora Tainara Souza Santos — outra mulher vítima de feminicídio que comoveu o país em 2025.
Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em 2025O caso que chocou o Brasil
Em novembro de 2025, Tainara, então com 31 anos, foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, no norte de São Paulo, por um homem com quem ela havia tido relacionamento. A brutalidade do crime foi capturada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes e na imprensa.
A mulher sobreviveu por quase um mês no hospital, passou por diversas cirurgias e teve as duas pernas amputadas, mas acabou morrendo em dezembro em consequência dos ferimentos. O autor do atropelamento foi preso e inicialmente respondia por tentativa de feminicídio antes da morte da vítima ser confirmada; atualmente Douglas Alves da Silva está respondendo por feminicídio consumado.
A sociedade civil, as instituições de segurança e o poder judiciário enfrentam o desafio de criar uma rede que não apenas responda às tragédias, mas as previna — antes que outras vidas sejam perdidas.
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