O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, deverá aproveitar a chamada "Janela Partidária", que começou nesta quinta-feira (05) e vai até 3 de abril, para se filiar a um novo partido, provavelmente ao PT.
Cumprindo agenda oficial em Teresina (PI), o ministro disse a um jornalista estar descontente com algumas ações de dirigentes do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL, pelo qual foi eleito deputado federal em São Paulo.
"Tem umas pessoas no PSOL se apegando a coisas pequenas, a detalhes, em detrimento de um projeto maior de pais que vem sendo liderado pelo presidente Lula. Não podemos ficar presos a bolhas e pequenos detalhes", teria dito o ministro na conversa com o jornalista piauiense.
Para Guilherme Boulos, o governo Lula tem feito as entregas das demandas da população. Por isso, segundo ele, as "esquerdas, todas precisam se unir e falar uma só linguagem nessa campanha que se aproxima. Temos de reeleger o presidente Lula para evitar retrocessos como os que aconteceram no desastre que foi o governo passado", diz o ministro.
Nesta sexta-feira (06), em Teresina, ao lado do ministro Wellington Dias, Boulos participou da sétima edição do Governo do Brasil na Rua, iniciativa do Governo Federal que leva serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades e fortalece o acesso a direitos. O local do evento é no Ginásio Arena Verdão. À tarde, os ministros participaram da inauguração da Cuidoteca da Universidade Federal do Piauí, no Centro de Ciências da Educação Professor Mariano da Silva Neto - CCE/UFPI, na Ininga.

Janela partidária
A chamada "Janela Partidária já está em vigor. Desde quinta-feira (5), deputadas e deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal, poderão migrar de partido político, mantendo os mandatos atuais. A data marca o início do período de 30 dias da chamada janela partidária, que vai até 3 de abril.
Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro. A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação. Neste ano, o 1º turno das eleições acontece no dia 4 de outubro.
O mecanismo somente beneficia neste ano deputados federais, estaduais e distritais. Os vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela de 2026, uma vez que não estão em fim de mandato.
Ocupantes de cargos eletivos majoritários, como os de presidente da República, governador e senador, podem trocar de partido sem incorrer na necessidade de apresentar justa causa para a desfiliação da legenda.
Guilherme Boulos e o deputado estadual Francisco Limma no aniversário de Wellington Dias
Luiz Brandão
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