
No mesmo dia em que eclodiu a polêmica causada pelo vazamento de um áudio em que Ciro Nogueira (PP-PI), senador bolsonarista e ex-ministro de Jair Bolsonaro, promete agir para desgastar o governo Lula até 2026, o parlamentar piauiense apresentou na quinta-feira (03) uma proposta alternativa ao projeto de isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil. A medida, alinhada aos interesses de investidores da Faria Lima, revela o compromisso do senador com as elites econômicas e seu viés golpista, já que ele mesmo admitiu trabalhar para fragilizar o atual governo e pavimentar o caminho para uma candidatura de direita em 2026.
A proposta de Nogueira mantém a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e o desconto progressivo até R$ 7 mil, mas introduz mudanças que beneficiam os mais ricos, como a ampliação da faixa de tributação adicional, protegendo grandes rendimentos acima de R$ 50 mil mensais. O texto também reduz compensações fiscais em áreas essenciais, como isenções para emissoras de rádio e TV, enquanto preserva privilégios de setores financeiros – mostrando para quem o senador realmente trabalha.
Golpismo e compromisso com os ricos
O áudio vazado nesta semana expôs o projeto político de Ciro Nogueira: desestabilizar o governo Lula para viabilizar a volta da extrema direita ao poder. Sua proposta de reforma do IR reflete essa agenda, já que:
1. Protege grandes fortunas ao evitar taxação progressiva real sobre os mais ricos.
2. Ataca o equilíbrio fiscal ao propor cortes em compensações sociais (como propaganda eleitoral) em vez de taxar lucros excessivos.
3. Favorece o mercado financeiro, sugerindo aumento da CSLL apenas para "grandes bancos" – uma medida superficial, já que o setor acumula lucros recordes.
Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro defendem as pautas dos brasileiros mais ricos Discurso falsamente "responsável"
O senador tenta vender sua proposta como "equilibrada", mas sua trajetória como um dos pilares do bolsonarismo revela o verdadeiro objetivo: sucatear políticas sociais para justificar um ajuste neoliberal em 2026. Enquanto alega "preocupação com empregos", sua proposta ignora a taxação de dividendos e grandes heranças – medidas defendidas por economistas progressistas para garantir justiça fiscal.
Na verdade, o governo Lula está vendo um golpe fiscal em andamento. A movimentação de Ciro Nogueira não é isolada. Integrante do núcleo duro do bolsonarismo, o senador atua nos bastidores para desgastar Lula com narrativas de "irresponsabilidade fiscal; Proteger interesses da elite econômica, como mostram seus acordos com a Faria Lima e preparar o terreno para 2026, usando o Congresso para sabotar avanços sociais.
Ou seja, enquanto o governo Lula tenta aliviar a carga tributária dos mais pobres, a direita golpista, liderada por figuras como Ciro Nogueira, trabalha para garantir que os ricos continuem intocáveis.
