Saúde

ESTUDO INÉDITO

Ministério da Saúde inicia pesquisa Nacional de Saúde Mental

Estão sendo entrevistados adultos selecionados de forma aleatória para traçar o primeiro retrato da saúde mental da população brasileira

Da Redação

Sexta - 27/03/2026 às 17:44



Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Pesquisadores vão percorrer domicílios em todas as regiões do país
Pesquisadores vão percorrer domicílios em todas as regiões do país

Começou esta semana a etapa nacional de coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), o primeiro grande estudo de base populacional do país dedicado exclusivamente a compreender a situação da saúde mental dos brasileiros. A iniciativa é do Ministério da Saúde e vai percorrer domicílios em todas as regiões do país.

A pesquisa é domiciliar e terá participação voluntária. Os domicílios são selecionados de forma aleatória para garantir que os resultados representem pessoas de diferentes perfis sociais, regiões e condições de vida. Em cada casa sorteada, apenas um morador com 18 anos ou mais será convidado a responder às perguntas. Caso a pessoa não possa participar no momento da visita, é possível agendar um novo horário.

As entrevistas são presenciais e feitas por pesquisadores treinados, que utilizam um questionário eletrônico em tablet. O conteúdo segue padrões internacionais para esse tipo de estudo e aborda temas como condições de saúde, experiências de vida, relações sociais, trabalho, renda, bem-estar emocional, uso de álcool e outras substâncias, além da busca por cuidados em saúde.

 Foto: Banco de imagem

Segundo o Ministério da Saúde, apenas um número limitado de domicílios será selecionado, o que torna essencial a participação das pessoas convidadas para que os resultados reflitam com precisão a realidade da população brasileira.

Os entrevistadores passaram por capacitação específica sobre procedimentos éticos, abordagem domiciliar e manejo de temas sensíveis relacionados à saúde emocional. A participação só ocorre após o consentimento livre e esclarecido do entrevistado, que pode interromper a entrevista a qualquer momento ou deixar de responder perguntas com as quais não se sinta à vontade.

Para garantir a confidencialidade, as respostas são registradas em sistema seguro e os dados serão analisados de forma agregada, sem identificação individual. Todas as etapas seguem as normas éticas e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O Ministério da Saúde reforça que os entrevistadores atuam devidamente identificados e que não são solicitados dados bancários ou qualquer tipo de pagamento durante as entrevistas.

A execução técnico-científica do estudo é de responsabilidade da Universidade Federal do Espírito Santo. A pesquisa não tem caráter de diagnóstico médico e não substitui consulta ou atendimento de saúde.

ai percorrer domicílios em todas as regiões do país.Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Fonte: Ministério da Saúde

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