A Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, vai promover na próxima segunda-feira (9) o I Simpósio em Perinatologia, evento voltado para a atualização de profissionais de saúde sobre a prevenção de infecções hospitalares e o cuidado com gestantes e recém-nascidos. A iniciativa reúne médicos, enfermeiros e integrantes de equipes multiprofissionais que atuam na assistência materno-infantil.
A programação começa às 8h e contará com palestras e debates sobre temas ligados à saúde neonatal, com destaque para estratégias de prevenção e tratamento da sepse e de infecções congênitas — condições que estão entre as principais causas de complicações e mortes em recém-nascidos.
Entre os convidados está a neonatologista Roseli Calil, especialista na área e consultora do Ministério da Saúde. Ao longo do simpósio, especialistas também abordarão assuntos como sepse precoce e tardia, resistência microbiana e os desafios no diagnóstico e tratamento dessas infecções.
A médica ginecologista e obstetra Ana Maria Holanda participará do evento apresentando dados sobre o perfil epidemiológico da sepse materna na maternidade, além de discutir os principais obstáculos enfrentados pela equipe médica na identificação e no manejo da doença.

Segundo a diretora-geral da maternidade, Carmen Ramos, a realização do simpósio reforça o compromisso da instituição com a qualificação permanente das equipes e com a melhoria da segurança do paciente. A gestora destacou que o intercâmbio de conhecimento científico contribui para aprimorar processos internos e melhorar indicadores assistenciais.
A organização do evento é da neonatologista Isabel Marlúcia Almeida, que ressalta a importância de discutir as causas de adoecimento neonatal. De acordo com ela, a sepse associada à prematuridade permanece entre os principais fatores de mortalidade entre recém-nascidos.
É fundamental estudar aquilo que adoece nossas crianças e leva a desfechos negativos. A sepse precoce tem relação direta com a saúde materna, e a tardia está relacionada aos procedimentos necessários ao cuidado do prematuro. Por isso, precisamos capacitar equipes, fortalecer protocolos e trabalhar com base em evidências.
Fonte: Governo do Piauí
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