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Laís Souza visita paciente tetraplégico que voltou a andar com injeção de polilaminina

Ex-ginasta se emocionou ao visitar Bruno Drummond, primeiro beneficiado pela pesquisa brasileira da polilaminina; cientista alerta para golpes

Da Redação

Quinta - 19/02/2026 às 01:24



Foto: Instagram Laís Souza e Bruno Drummont em encontro emocionante
Laís Souza e Bruno Drummont em encontro emocionante

Em um encontro carregado de emoção e simbolismo, a ex-ginasta Laís Souza esteve cara a cara, na terça-feira (17/02), em São Paulo, com o bancário Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico do mundo a recuperar os movimentos após receber a injeção da polilaminina. O momento, registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, representa um marco na luta pela recuperação de lesões medulares no Brasil.

Laís, que vive como tetraplégica desde 2014 após um grave acidente durante um treino de esqui nos Estados Unidos, publicou imagens emocionantes do encontro. Em um dos trechos, Bruno aparece empurrando a cadeira de rodas da ex-atleta, um gesto simbólico que evidencia a reversão do quadro clínico do paciente e acende uma faísca de esperança para milhares de brasileiros.

“Hoje conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”, declarou Laís em seu perfil oficial.

A revolução silenciosa da polilaminina

Bruno Drummond sofreu um acidente de carro em abril de 2018, resultando em fraturas na coluna vertebral nas regiões C6 e T8. A lesão na altura de C6 foi classificada como completa, estabelecendo o diagnóstico de tetraplegia. Em menos de 24 horas após o trauma, ele foi submetido a um procedimento cirúrgico pioneiro: a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano a receber a substância em uma lesão medular aguda.

O resultado surpreendeu a comunidade científica. Três semanas após a aplicação, Bruno apresentou o primeiro movimento voluntário: a flexão do dedão do pé. “O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional”, celebrou Laís.

A polilaminina é uma proteína modificada em laboratório, inspirada em uma proteína encontrada na placenta humana. Desenvolvida pela cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, doutora, bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a substância tem a propriedade de regenerar os neurônios danificados, permitindo a reconexão da medula espinhal.

Atualmente, o tratamento está na Fase 1 de testes clínicos regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que significa que ainda é experimental e focado na avaliação da segurança em humanos. O caso de Bruno, no entanto, já é tratado como um divisor de águas.

“Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, completou Laís.

Doutora Tatiana Coelho de Sampaio fez uma descoberta revolucionária
Ciência brasileira no centro do debate global

O encontro entre Laís e Bruno vai além do aspecto pessoal. Ele coloca em evidência o potencial da pesquisa nacional em um campo dominado historicamente por laboratórios estrangeiros. A descoberta da Dra. Tatiana Sampaio reposiciona o Brasil no mapa da neurologia mundial, trazendo esperança concreta para pacientes com lesões medulares.

Bruno, que passou por dois anos de reabilitação intensiva após os primeiros sinais de melhora, não escondeu a admiração pela visitante. Nos comentários da publicação de Laís, ele fez um pedido tocante:

“O prazer foi todo meu, Laís! Você é uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer. Por mim, a gente ficava o dia todo conversando. Estou rezando para que você tenha uma oportunidade de recuperação e vamos marcar mais encontros!”

Postagem no perfil de Lais no Instagram mostra a emoção do encontro Alerta contra golpes

Diante da comoção gerada pelo caso, Laís Souza fez questão de emitir dois alertas importantes em sua publicação, com o objetivo de proteger outros pacientes e familiares que buscam o tratamento:

1. A Dra. Tatiana Sampaio não possui redes sociais. Qualquer perfil usando o nome e a imagem da pesquisadora para vender produtos ou prometer curas é fraudulento.

2. A polilaminina não está sendo comercializada. Por ser um tratamento experimental em fase inicial de testes, a substância não está disponível para venda ou aplicação fora do âmbito da pesquisa clínica.

“Muitas pessoas estão se aproveitando para aplicar golpes. Busquem sempre os canais oficiais, o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa”, concluiu a ex-atleta.

O encontro entre Laís e Bruno reforça que, embora o caminho da recuperação seja longo e árduo, a ciência brasileira pode ser a chave para reescrever o futuro de pacientes com lesões medulares.

Fonte: Instagram

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