Política

RECONHECIMENTO

Piauiense Kassio Nunes deve assumir comando do TSE e fazer história no país

A definição ocorre dentro do modelo de rodízio adotado pelo tribunal, em que o atual vice-presidente assume o comando.

Da Redação

Terça - 14/04/2026 às 09:38



Foto: Samuel Figueira/TRF 1ª Região A definição ocorre dentro do modelo de rodízio adotado pelo tribunal, em que o atual vice-presidente assume o comando
A definição ocorre dentro do modelo de rodízio adotado pelo tribunal, em que o atual vice-presidente assume o comando

A escolha do ministro Kassio Nunes Marques para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser confirmada nesta terça-feira (14), marcando um momento histórico: será a primeira vez que um piauiense comandará a Corte responsável por organizar e supervisionar as eleições no Brasil.

A definição ocorre dentro do modelo de rodízio adotado pelo tribunal, em que o atual vice-presidente assume o comando. A atual presidente, Cármen Lúcia, antecipou o processo como parte da preparação para as eleições de 2026. A posse está prevista para acontecer até o fim de maio, com o ministro André Mendonça sendo conduzido ao cargo de vice-presidente.

Com a antecipação, a Corte busca fortalecer o planejamento estratégico e alinhar ações com os tribunais regionais eleitorais. Entre as prioridades estão o enfrentamento à desinformação, o controle do uso indevido de inteligência artificial e o combate à violência política de gênero.

A repercussão política no Piauí foi imediata. O deputado Flávio Nogueira destacou o simbolismo da indicação, ressaltando o reconhecimento de juristas do estado e a representatividade nacional. Já o parlamentar Júlio Arcoverde enfatizou a confiança na condução do processo eleitoral de 2026, apontando a escolha como motivo de orgulho para os piauienses.

Carreira de sucesso

Com trajetória consolidada na área jurídica, Kassio Nunes Marques possui doutorado em Direito pela Universidade de Salamanca, além de mestrado pela Universidade Autónoma de Lisboa e graduação pela Universidade Federal do Piauí. Também realizou pós-doutorado na Università degli Studi di Messina e estudos complementares na Espanha.

Antes de integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, o ministro atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região entre 2011 e 2020, período em que ocupou funções de destaque, incluindo a vice-presidência da Corte. Na área eleitoral, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2012, além de ter exercido a advocacia por 15 anos nas áreas cível, trabalhista e tributária.

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