Política

GENOCÍDIO

Lula exige participação da Palestina para integrar conselho de paz proposto por Trump

Conselho internacional sugerido por Trump testa limites da política externa brasileira

Por Redação

Sexta - 06/02/2026 às 14:46



Foto: Ricardo Stuckert/PR Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o Presidente do Estado da Palestina e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o Presidente do Estado da Palestina e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil só vai participar do conselho da paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso haja representação direta da Palestina. Segundo Lula, a iniciativa precisa ter foco exclusivo na Faixa de Gaza e sem a presença palestina no espaço de decisão, o país não integrará o grupo.

 O presidente ainda criticou os termos apresentados para a reconstrução do território. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao UOL nesta quinta-feira (5).

O Brasil tem todo o interesse de participar. Agora, é muito estranho que você crie um conselho e que não tenha um palestino na direção. É muito estranho que a proposta que foi apresentada de reconstrução de Gaza seja mais um resort do que a reconstrução de Gaza. Eu quero saber quem é que vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias, os bairros que foram detonados. Porque a vida de 75 mil de mulheres e crianças não retornará mais.

Durante a entrevista, o presidente revelou que conversou diretamente com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e reafirmou a disposição do Brasil em participar do conselho, desde que os palestinos tenham representação efetiva no processo decisório.

Sobre a relação com os Estados Unidos, o presidente brasileiro lembrou que tem uma visita de Estado marcada para a primeira semana de março, em Washington, quando pretende conversar “olho no olho” com Trump. A viagem ocorrerá após compromissos oficiais na Índia e na Coreia do Sul.

A sinalização do governo brasileiro reforça a defesa de uma solução diplomática baseada na inclusão da parte envolvida no conflito e no reconhecimento da Palestina como ator central em qualquer iniciativa de paz no Oriente Médio.

Fonte: UOL

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