Poucas situações ilustram tão bem o ditado “filho de peixe, peixinho é” quanto a atuação parlamentar da família Bolsonaro. Um levantamento revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, teve apenas um projeto de lei aprovado em sete anos de mandato no Congresso Nacional.
Desde que assumiu o Senado, em 2019, o parlamentar apresentou 57 propostas. No entanto, apenas o Projeto de Lei nº 3.190/2023 foi aprovado nas duas Casas legislativas. O texto altera a Lei 13.636, que trata do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.
Mesmo com a aprovação, a proposta sofreu vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda serão analisados pelo Congresso.
Além desse projeto, Flávio Bolsonaro conseguiu aprovar outras três propostas no Senado, mas que ainda estão em tramitação na Câmara dos Deputados. Entre elas, o PL 2.327/2021, que aborda a reciclagem de baterias de veículos elétricos; o PL 6.106/2023, que trata da formação de cadeias e associações de empresas de radiodifusão; e o PL 3.071/2019, que propõe incluir a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) entre as entidades beneficiadas com recursos de loterias esportivas.
A atuação do senador também inclui propostas voltadas à segurança pública, como medidas mais rígidas contra crimes e iniciativas de valorização de policiais.
Trajetória semelhante à do pai
O desempenho de Flávio Bolsonaro no Legislativo segue um padrão semelhante ao do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante seus sete mandatos como deputado federal, ele apresentou cerca de 170 projetos de lei, dos quais apenas dois foram aprovados.
Entre as propostas aprovadas está a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos de informática. A outra trata da liberação da fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, cuja eficácia nunca foi comprovada cientificamente.
Ao longo da carreira, Jair Bolsonaro também apresentou projetos considerados polêmicos, como a proposta de renomear a faixa marítima brasileira como “Mar Médici” e a obrigatoriedade de cidadãos colocarem a mão no peito durante a execução do Hino Nacional.
Fonte: Revista Fórum
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