Política

PROTEÇÃO SOCIAL

Deputado propõe capacitar agentes de segurança para abordagens a pessoas com deficiência

O texto prevê que excessos no uso da força devem ser enquadrados como atos discriminatórios

Por Redação

Quarta - 11/02/2026 às 13:06



Foto: Reprodução Deputado Francisco Limma (PT)
Deputado Francisco Limma (PT)

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), projeto de lei do deputado Francisco Limma (PT) para estabelecer diretrizes para atuação e capacitação dos profissionais de segurança pública em situações que envolvam menores de idade, com deficiência física ou intelectual, transtorno de espectro autista e neurodivergentes. A matéria foi lida no pequeno expediente da sessão plenária desta quarta-feira (11).

A matéria visa proibir que os agentes de segurança interpretem manifestações comportamentais, emocionais ou sensoriais decorrentes da deficiência ou da neurodivergência como atos de indisciplina, desobediência ou ato infracional. O emprego da força seria admitido somente diante de risco ou perigo concreto e imediato, devendo ser proporcional e excepcional, devidamente justificado em registro específico.

“Levantamentos como o Atlas da Violência/FBSP/Ipea mostram que pessoas com deficiência enfrentam taxas mais altas de violência no Brasil em geral. Embora a maior parte dessas violências seja de natureza doméstica ou comunitária, a violência institucional (incluindo forças de segurança) aparece entre os tipos registrados, especialmente para pessoas com transtorno mental que podem ser mais facilmente estigmatizadas ou tratadas com violência”, justificou o vice-presidente da Alepi na matéria.

 O parlamentar apresentou outros três projetos de lei, nos quais propõe a criação do programa Quintais Agroecológicos e Socioeducativos nas unidades prisionais e socioeducativas administradas pelo estado; a criação do Índice de Felicidade Interna Bruta – FIB do Piauí; e instituir a Política de Atendimento Integral às pessoas com sangramento uterino anormal (SUA). Todas as proposições seguem para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte: Alepi

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