Polícia

CRIME ORGANIZADO

MC Gui entra na mira da PF em investigação sobre lavagem bilionária ligada ao PCC

A ligação do artista foi destacada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras

Da Redação

Sábado - 18/04/2026 às 13:29



Foto: Reprodução/Instagram MC Gui entra na mira da PF por possível dinheiro ilícito vindo de operador de Ryan
MC Gui entra na mira da PF por possível dinheiro ilícito vindo de operador de Ryan

No centro das apurações da Polícia Federal, o nome de MC Gui aparece vinculado a movimentações financeiras consideradas suspeitas em um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital. A investigação foi revelada no âmbito do pedido de prisão do funkeiro MC Ryan SP e de outras 39 pessoas, apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão por meio de produtoras musicais. Ryan foi preso na última quarta-feira (15), durante a operação Narco Fluxo.

Entre os dados analisados, a PF identificou transações envolvendo diferentes figuras públicas, incluindo uma empresa ligada a Pablo Marçal, responsável por enviar R$ 4,4 milhões ao grupo investigado, e a influenciadora Deolane Bezerra, que recebeu R$ 430 mil da produtora de Ryan e posteriormente transferiu R$ 1,16 milhão ao Instituto Neymar Jr. Nesse mesmo contexto, MC Gui surge como um dos nomes citados nas apurações.

Investigação

A ligação do artista foi destacada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que rastreou movimentações atribuídas a Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como “Belga”, apontado como operador financeiro do esquema. Segundo os dados, em 2024, ele teria transferido R$ 150 mil diretamente ao cantor.

No documento, os investigadores detalham que “Belga”, após atuar na linha de frente da estrutura e movimentar recursos oriundos de apostas, realizou o repasse em uma única transação para MC Gui, identificado no relatório pelo nome civil, Guilherme Kauê Castanheira Alves.

Ainda conforme a representação encaminhada à Justiça, os delegados afirmam que o funkeiro possui um histórico associado a investigações por supostos ilícitos, incluindo apurações relacionadas à lavagem de dinheiro, fraudes em leilões de veículos e uma prisão ocorrida em 2021 em um cassino clandestino.

Fonte: Metrópoles

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