No centro das apurações da Polícia Federal, o nome de MC Gui aparece vinculado a movimentações financeiras consideradas suspeitas em um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital. A investigação foi revelada no âmbito do pedido de prisão do funkeiro MC Ryan SP e de outras 39 pessoas, apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão por meio de produtoras musicais. Ryan foi preso na última quarta-feira (15), durante a operação Narco Fluxo.
Entre os dados analisados, a PF identificou transações envolvendo diferentes figuras públicas, incluindo uma empresa ligada a Pablo Marçal, responsável por enviar R$ 4,4 milhões ao grupo investigado, e a influenciadora Deolane Bezerra, que recebeu R$ 430 mil da produtora de Ryan e posteriormente transferiu R$ 1,16 milhão ao Instituto Neymar Jr. Nesse mesmo contexto, MC Gui surge como um dos nomes citados nas apurações.
Investigação
A ligação do artista foi destacada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que rastreou movimentações atribuídas a Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como “Belga”, apontado como operador financeiro do esquema. Segundo os dados, em 2024, ele teria transferido R$ 150 mil diretamente ao cantor.
No documento, os investigadores detalham que “Belga”, após atuar na linha de frente da estrutura e movimentar recursos oriundos de apostas, realizou o repasse em uma única transação para MC Gui, identificado no relatório pelo nome civil, Guilherme Kauê Castanheira Alves.
Ainda conforme a representação encaminhada à Justiça, os delegados afirmam que o funkeiro possui um histórico associado a investigações por supostos ilícitos, incluindo apurações relacionadas à lavagem de dinheiro, fraudes em leilões de veículos e uma prisão ocorrida em 2021 em um cassino clandestino.
Fonte: Metrópoles