Mais três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (20) suspeitas de envolvimento no assassinato de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, de 23 anos. O crime ocorreu em outubro de 2025, no Conjunto Lindalma Soares, região da Santa Maria da Codipi, na zona Norte de Teresina.
A ação foi deflagrada pelo Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e faz parte do avanço das investigações que apuram a motivação e a participação de integrantes de facções criminosas no homicídio.
Entre os alvos da operação está Layrice Borges Melo da Silva, conhecida como “Yemanjá”, apontada pela polícia como geral feminina do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Piauí. Segundo o DHPP, ela teria sido a responsável por dar a ordem para a execução da jovem. Layrice negou participação no crime. Também foi preso Francisco José Rodrigues de Sousa Filho, conhecido como “Rodriguinho”.
Além deles, um jovem identificado como João Pedro e um menor de idade foram conduzidos à delegacia após a apreensão de drogas e a constatação do uso de identidade falsa durante a operação. De acordo com o DHPP, todos serão ouvidos para esclarecer o grau de envolvimento de cada um no assassinato.
Disputa entre facções
As investigações indicam que a morte de Maria Eduarda está relacionada a disputas entre facções criminosas rivais. A jovem mantinha um relacionamento com Matheus da Silva Nascimento, conhecido como “Jubileu”, apontado como integrante do Bonde dos 40.
Matheus era procurado pela Justiça e suspeito de envolvimento em ao menos 20 homicídios no Piauí e no Maranhão. Segundo a polícia, Maria Eduarda teria ligação com o PCC, e a descoberta do relacionamento entre os dois teria motivado a decretação da morte da jovem por integrantes da facção.
No dia 10 de novembro de 2025, Adrielly Machado Marques, conhecida como “Novinha Celeste”, foi presa, apontada como integrante do PCC e suspeita de participação no crime. Já no último domingo (18), foi preso Michardson Romário Pereira da Costa, o “Caixote”, foragido da Justiça e também investigado pelo assassinato.
O crime
Maria Eduarda foi encontrada morta na madrugada do dia 28 de outubro de 2025, com um ferimento na cabeça, no Conjunto Lindalma Soares. Moradores relataram ter ouvido disparos durante a madrugada. A vítima usava tornozeleira eletrônica e tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e receptação. Ela havia sido presa em fevereiro de 2025, no município de Timon (MA).
Tribunal do crime
Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, do DHPP, há indícios de que Maria Eduarda tenha sido vítima do chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por facções criminosas para punir rivais ou membros que desobedecem às regras internas do grupo.
O tribunal do crime é um julgamento extrajudicial realizado por organizações criminosas, no qual são definidas punições que podem resultar em agressões ou execuções. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e concluir o inquérito.
Mais conteúdo sobre:
#CASO MARIA EDUARTA #MORTA #SANTA MARIA DA CODIPI #TERESINA #DISPUTA #FACÇÕES #TRÊS PRESOS #DHPP