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POLÍTICA INTERNACIONAL

Irã elege aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino após morte de Ali Khamenei

Anúncio ocorre após a morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques ao Irã coordenados pelos Estados Unidos e Israel

Da Redação

Domingo - 01/03/2026 às 10:55



Foto: Reuters Aiatolá Alireza Arafi assume conselho após morte de Khamenei
Aiatolá Alireza Arafi assume conselho após morte de Khamenei

O aiatolá Alireza Arafi foi eleito líder supremo interino do Irã neste domingo (1º), um dia após o anúncio oficial da morte do líder supremo Ali Khamenei, informou a mídia estatal iraniana. A decisão acontece em meio a uma crise política e militar de grandes proporções no país e na região. 

Arafi foi escolhido como membro e chefe do Conselho Interino de Liderança, órgão temporário que assume as funções do líder supremo até que a Assembleia dos Especialistas, o corpo clerical responsável por escolher o novo chefe de Estado, eleja um sucessor permanente “o mais rapidamente possível”.

O Conselho Interino, previsto no Artigo 111 da Constituição iraniana, é formado por três figuras-chave do regime:

  • O presidente, Masoud Pezeshkian;
  • O chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni Ejei;
  • E o clérigo Alireza Arafi, representante dos membros do Conselho dos Guardiões. 

Com 67 anos, Arafi é um influente clérigo xiita, membro do poderoso Conselho dos Guardiões e da própria Assembleia dos Especialistas, além de ocupar cargos importantes no sistema religioso e educativo do país. Antes da nomeação, ele também presidiu a Universidade Internacional Al-Mustafa e foi líder de orações em Qom, o centro religioso do xiismo no Irã. 

A morte de Khamenei, confirmada no sábado, intensificou uma série de ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos em Teerã e outras áreas do país. A informação da morte, divulgada por veículos estatais iranianos, ocorre em meio a represálias e tensões militares crescentes no Oriente Médio.

O papel de Arafi agora será garantir a continuidade da liderança do Irã e supervisionar o processo de transição até que o novo líder supremo — a mais alta autoridade política e religiosa do país — seja oficialmente escolhido pela Assembleia dos Especialistas. 

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