O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o show de intervalo do Super Bowl protagonizado por Bad Bunny, classificando a apresentação como “absolutamente terrível” e uma das piores da história do evento. A declaração foi feita na noite de domingo (8), em uma publicação nas redes sociais, após a exibição do espetáculo.
Na postagem, Trump afirmou que o show “não faz sentido” e representa, segundo ele, uma afronta aos valores dos Estados Unidos. O presidente alegou ainda que a apresentação não refletiria os padrões de sucesso, criatividade ou excelência do país e criticou a performance artística, incluindo a dança e o uso do espanhol, afirmando que “ninguém entende uma palavra” do que foi dito no palco.
O republicano também associou o espetáculo a uma suposta inadequação para crianças e acusou a imprensa de elogiar a apresentação por, segundo ele, estar desconectada do que chamou de “mundo real”. Na mesma publicação, voltou a criticar a NFL.
Foto: Redes Sociais
Apesar das críticas, o show teve ampla repercussão internacional e gerou intenso debate nas redes sociais. A apresentação foi marcada por referências explícitas à cultura latino-americana. Bad Bunny optou por não cantar nem discursar em inglês ao longo de todo o espetáculo, utilizando exclusivamente o espanhol. A cenografia, o figurino e as coreografias remeteram a símbolos culturais da América Latina e à identidade latina no pop contemporâneo.
As declarações de Trump não são inéditas. Em ocasiões anteriores, o presidente já havia criticado Bad Bunny, afirmando que o artista “semeia o ódio” ao comentar seus posicionamentos políticos e sua presença em grandes eventos culturais nos Estados Unidos.
As críticas contrastam com o momento de maior reconhecimento da carreira do cantor. Em 2026, Bad Bunny venceu o principal prêmio do Grammy Awards, tornando-se o primeiro artista da história a conquistar a categoria máxima com um álbum integralmente em espanhol. Além disso, foi o artista mais ouvido do mundo em 2025.
O alcance do show de intervalo também foi recorde. Segundo dados divulgados pela NBC, a apresentação foi assistida por 135,4 milhões de espectadores, superando o recorde anterior, que pertencia a Kendrick Lamar, cuja performance em 2025 havia alcançado 133,5 milhões de telespectadores.
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No encerramento, Bad Bunny utilizou o lema “Deus abençoe a América”, expressão tradicionalmente associada ao discurso político da direita norte-americana. Em seguida, o cantor ressignificou a frase ao passar a citar, em voz alta, países de todo o continente americano — começando pela América Latina — enquanto bandeiras nacionais eram exibidas ao fundo, ampliando o conceito de “América” para além da referência exclusiva aos Estados Unidos.
Até o momento, Bad Bunny não comentou publicamente as críticas feitas pelo presidente.
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