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TERESINA

Parada de ônibus vira dormitório com redes e gera insegurança na zona Sul de Teresina

Estação de passageiros na avenida Barão de Gurgueia tem servido de abrigo para pessoas em situação de rua

Da Redação

Quarta - 08/04/2026 às 15:32



Foto: Piauí Hoje Estação de passageiros na avenida Barão de Gurgueia está servindo de dormitório para pessoas em situação de rua
Estação de passageiros na avenida Barão de Gurgueia está servindo de dormitório para pessoas em situação de rua

As estações de passageiros de Teresina estão sendo utilizados como abrigo por pessoas em situação de rua. Na avenida Barão de Gurguéia, no bairro São Pedro, usuários relatam que o local foi tomado por redes e acampamentos improvisados, que permanecem montados até o final da manhã.

A ocupação tem gerado medo em quem precisa utilizar o transporte coletivo.

 Uma passageira, que preferiu não se identificar, relatou o desconforto ao aguardar o ônibus por volta das 6h30. 

É muito cedo, tem pouco policiamento e a gente nunca sabe o que pode acontecer. Aqui era para esperarmos com tranquilidade, mas encontramos vários homens dormindo, tem até rede. Quando estamos sozinhas, assusta bastante", revelou.

Moradores e donos de estabelecimento das proximidades revelam que a situação está assim já há alguns meses. "Começou apenas com uma pessoa, que todos os dias, chega a noite e monta a rede no local e só sai por volta das 10h. Agora mais pessoas estão utilizando o espaço e fazendo pequenos acampamentos", contou uma moradora

Inaugurado em 2018 com a promessa de modernizar a mobilidade urbana, o sistema Inthegra hoje amarga o cenário de deterioração e abandono. Planejado para atender as quatro zonas da capital com oito terminais interligados, custou aos cofres públicos cerca de R$ 776 milhões, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). No entanto, o que deveria ser um equipamento climatizado e seguro hoje sofre com a depredação, falta de manutenção e portas automáticas que já não funcionam.

Insegurança e falta de policiamento

A queixa sobre o abandono das estações não é recente, mas tem se intensificado. Passageiros afirmam que a ausência de vigilância e a iluminação precária transformaram as paradas em pontos de vulnerabilidade. Enquanto as estruturas físicas se degradam, a população que financiou o sistema acaba buscando outros locais para esperar o transporte, evitando as estações projetadas justamente para o seu conforto.

A situação escancara a necessidade de uma ação conjunta entre as secretarias de assistência social e de segurança pública, para que as pessoas em situação de vulnerabilidade recebam o acolhimento necessário e o usuário do transporte recupere o direito de circular com segurança pela cidade.

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