A enfermeira Vitória Lorrayne, vítima de acidente de trânsito em fevereiro de 2025, teve um reencontro emocionante com a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU que realizou os primeiros socorros, um ano após o acidente.
Vitória seguia para o trabalho em uma moto de aplicativo quando foi atingida por um carro em alta velocidade, conduzido por um estudante de medicina embriagado que fugiu sem prestar socorro. O impacto causou um traumatismo cranioencefálico (TCE) gravíssimo, deixando-a entre a vida e a morte durante um mês na UTI.
O clima na Central do SAMU foi de lágrimas e gratidão ao verem Victória caminhando e sorrindo. "Os médicos diziam que meu caso era um milagre. Meu maior desejo era reencontrar quem me ajudou a sobreviver, principalmente os primeiros socorristas que me resgataram e me deram a chance de viver", relatou a enfermeira, emocionada.
Para quem atua na ponta da urgência, o retorno de um paciente que estava entre a vida e a morte é o combustível que mantém a profissão viva.
Victoria Lorrane estava na garupa de uma moto quando foi atropelada por um carro
O enfermeiro Marcelo Araújo Benício, com duas décadas de experiência, resumiu o sentimento: "É gratificante ver que ela está bem. Na maioria das vezes, não sabemos se o paciente se recuperou. Esse reconhecimento coroa nosso trabalho". O condutor da ambulância, Naudimar Barbosa, também não conteve as lágrimas: "A gente até chora com esse retorno. Damos o nosso melhor, mas nem sempre somos reconhecidos".
Apesar da alegria do reencontro, a cicatriz da impunidade e do trauma ainda ecoa. Victória fez questão de deixar um alerta contundente sobre a responsabilidade ao volante: "Usem capacete. Eu estava usando; imagine se não tivesse. Fui vítima no trânsito de uma pessoa embriagada. Beber e dirigir é colocar vidas em risco".
No campo jurídico, o caso caminha para o desfecho. Segundo a advogada Patrícia Santiago, responsável pelo caso, o motorista foi identificado e o inquérito concluído. Ele será indiciado por tentativa de homicídio no trânsito, por dolo eventual, já que estava a 99 km/h, omitiu socorro e confessou ter ingerido bebida alcoólica.
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Fonte: pmt