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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO

Canal do Sertão Piauiense avança e estudo será concluído em novembro

Ministério da Integração apresentou o primeiro resultado do estudo sobre a transposição do Rio São Francisco

Da Redação

Sexta - 27/02/2026 às 09:35



Foto: Divulgação Franzé Silva é coordena politicamente a mobilização pela transposição do Rio São Francisco no Piauí
Franzé Silva é coordena politicamente a mobilização pela transposição do Rio São Francisco no Piauí

A agenda de segurança hídrica no semiárido piauiense avançou mais um passo nessa quinta-feira (26), com a realização, em São Raimundo Nonato, de audiência pública para apresentação do primeiro produto do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS) do Canal de Integração do Sertão Piauiense, Eixo Oeste do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). O estudo é conduzido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e vai subsidiar a definição das melhores alternativas técnicas, ambientais e socioeconômicas para a implantação da infraestrutura hídrica no estado. 

A elaboração do EVTEAS é uma demanda histórica do Piauí, existente desde a década de 1980, e tem como objetivo atualizar informações técnicas, incluindo o inventário das estruturas existentes e a avaliação de sinergias para o melhor aproveitamento da infraestrutura disponível. Com investimento de R$ 8,5 milhões, no âmbito do Novo PAC, o Estudo tem conclusão prevista para novembro de 2026. 

Bruno Cravo/ Foto: Divulgação

“Estamos em São Raimundo Nonato, no território da Serra da Capivara, em primeiro lugar, para fazer história. Considerando os desafios que o território do Piauí vem enfrentando nos últimos anos de seca extrema, nos foi autorizada, pelo presidente Lula e no âmbito do Novo PAC, a contratação deste estudo para que pudéssemos avançar na busca por uma solução segura para levar e disponibilizar água para a população desta região”, afirma o diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do MIDR, Bruno Cravo. 

A audiência pública em São Raimundo Nonato, que contou com o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, foi organizada pelo deputado estadual Franzé Silva (PT), que coordena politicamente a mobilização pela transposição do Rio São Francisco no Piauí. 

 Giuseppe Vieira / Foto: Divulgação

“Nós teremos a segurança hídrica do Piauí, especialmente aqui na região da Serra da Capivara, definitivamente resolvida com a transposição. Receber, hoje, o primeiro produto do EVTEAS nos enche de esperança. Com a conclusão do Estudo, em novembro, teremos a segunda luta, que é o projeto executivo”, pontua o parlamentar.

Serviços iniciais dos estudos e cronograma

O Produto 1, apresentado nesta semana, contempla os serviços iniciais dos estudos, com a coleta e análise de dados existentes sobre o Eixo Oeste e a realização de viagem de campo para reconhecimento geral da área do projeto. De acordo com o cronograma, as próximas etapas incluem, em abril, a análise do diagnóstico, com coleta de dados secundários, caracterização do meio físico, biótico e socioeconômico, além do levantamento das demandas e disponibilidades hídricas e da identificação da infraestrutura hídrica existente. Em maio, estão previstas oficinas participativas com a população local e entidades interessadas, assegurando legitimidade social e alinhamento ao projeto.

Também estão programadas a coleta de dados primários relacionados à topografia e geologia-geotécnica da área, estudos agronômicos e planejamento agrícola, definição das alternativas finais de traçado da infraestrutura, entrega dos estudos ambientais em setembro e, por fim, a conclusão integral do EVTEAS em novembro de 2026.

Bruno Cravo ressalta, ainda, o compromisso com a transparência e a participação social ao longo de todo o processo.

“A previsão de conclusão do EVTEAS é para novembro deste ano. E, enquanto isso, a cada passo que dermos, a cada produto robusto que tivermos neste estudo, contaremos com o compromisso do Governo Federal, do governo estadual e de toda a população, para informar e comunicar cada avanço, para que todos estejam acompanhando e tenhamos a validação da sociedade em cada etapa tomada pelo Ministério em relação a este estudo”, completa.

Morador da região, o padre Antônio Santos destaca o feito histórico que é o projeto para a região.

 “Desde a década de 80, a gente já ouvia falar desse sonho, mas parecia algo distante. E hoje, apresentado pelo Ministério da Integração e pelas lideranças que estão à frente desse trabalho, isso nos alegra”, comenta. “Eu, particularmente, tenho expectativa e confio que vai acontecer, que vamos ter uma redenção hídrica na nossa região. Cremos que este momento é histórico e que em breve teremos água para o consumo humano e para a produção de alimentos e frutas, fazendo justiça com o nosso semiárido”, acrescenta.

Fonte: Ascom

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