O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (26) que está convencido de que a Seleção Brasileira será campeã da Copa do Mundo de 2026, em discurso durante a cerimônia do Tour da Taça no Palácio do Planalto, em Brasília. A declaração ampliou o clima de otimismo entre torcedores e também gerou interpretações nas redes sociais sobre uma possível indireta ao atacante Neymar.
Lula destacou que conversou com o técnico Carlo Ancelotti e ressaltou a postura “séria” do treinador, que, segundo ele, só vai convocar para a Copa aqueles jogadores que estejam em pleno estado físico e rendimento. “Só vai jogar aquele que tiver 100% de condições… Não vai convocar ninguém pelo nome”, disse o presidente.
O trecho do discurso foi interpretado por parte do público como uma possível indireta a Neymar, que enfrenta um período marcado por lesões e ainda busca retomar ritmo após recuperação. O atacante do Santos, até o momento, não tem presença garantida no próximo Mundial.
Confira o vídeo abaixo:
Nos últimos anos, Neymar esteve no centro de críticas por questões fora de campo. O atacante dividiu torcedores ao assumir posicionamentos políticos, como declarações favoráveis à privatização de praias, e também ao admitir publicamente uma traição à então companheira durante a gravidez. Ele ainda foi citado no caso envolvendo o ex-lateral Daniel Alves, denunciado por agressão sexual contra uma jovem de 23 anos, quando Neymar Pai confirmou o envio de recursos para auxiliar nas despesas do processo. A presença frequente em festas e eventos também costuma alimentar debates sobre sua postura extracampo.
Aos 34 anos, o atacante já sinalizou que pode encerrar a carreira após 2026, o que torna seu futuro na Seleção Brasileira uma incógnita.
Para Lula, a combinação da confiança no treinador e na qualidade do grupo brasileiro cria um cenário propício para a conquista do hexacampeonato — algo que o Brasil ainda não conseguiu desde 2002 e que completará 24 anos sem título mundial.
Estou convencido de que vamos ganhar essa copa. Eu conversei com Ancelotti e achei uma figura completamente séria, com a cabeça no lugar. Convencido de que só vai jogar aquele que tiver 100% de condições. Que não vai convocar ninguém pelo nome, apenas se a pessoa estiver jogando, treinada e preparada. Quando um técnico tem seriedade, os jogadores sabem que têm responsabilidade. (...) Agora está completando exatamente 24 anos que não ganhamos um título. Se a gente não ganhar agora, vamos passar o recorde dos recordes sem ganhar a Copa.
Durante o pronunciamento, Lula pontuou a história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, relembrando momentos de frustração e superação. Ele citou, por exemplo, o Mundial de 1954, quando o Brasil chegou confiante, mas acabou esbarrando no talento da seleção húngara liderada por Ferenc Puskás. Já em 1958, segundo o presidente, o cenário era diferente: a equipe embarcou desacreditada e voltou campeã, impulsionada pelo brilho do jovem Pelé, então com apenas 17 anos.
Ao falar de 1962, destacou o susto causado pela lesão de Pelé no Chile, que parecia comprometer o sonho do bicampeonato. No entanto, outros nomes assumiram o protagonismo, como Garrincha e Amarildo, garantindo mais um título mundial ao país. Em contraste, Lula lembrou que, em 1966, a confiança excessiva não se confirmou em campo, e o Brasil acabou eliminado por Portugal, comandado por Eusébio.
O presidente também exaltou a seleção de 1970, que considera uma das mais completas já formadas, reunindo experiência, talento ofensivo e jogadores marcantes. Para ele, aquele time simbolizou a combinação ideal entre técnica e maturidade dentro de campo.
Já ao mencionar 1994, recordou que o Brasil novamente não figurava entre os favoritos. A classificação dramática, com atuação decisiva de Romário nas Eliminatórias, antecedeu a conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos mundiais.
A Taça da Copa do Mundo de 2026, que motivou o discurso, passou por São Paulo e Rio de Janeiro antes de encerrar o tour oficial em Brasília, onde foi exibida durante a cerimônia no Palácio do Planalto.
Mais conteúdo sobre:
#Lula #Copa do Mundo 2026 #Seleção Brasileira #Neymar #indireta #Carlo Ancelotti #hexacampeonato #jejum de títulos #lesões #polêmicas #política no futebol #hexa #rumo ao hexa #Taça da Copa do Mundo de 2026