Um aluno da rede pública do Piauí conquistou uma oportunidade internacional ainda no ensino médio. Jhonata Lima Silva, de 18 anos, estudante da 3ª série, foi contratado por uma multinacional de ensino de programação para dar aulas a jovens brasileiros.
Morador do bairro Dirceu 2, na zona sudeste de Teresina, ele vive com a mãe e três irmãos e estuda no Centro Estadual de Tempo Integral Modestina Bezerra, onde também faz curso técnico em desenvolvimento de jogos digitais.
O contrato foi assinado em janeiro de 2026 e tem duração de dois anos. A contratação ocorreu após Jhonata se candidatar a uma vaga divulgada online. Segundo ele, a empresa anunciou a oportunidade, ele se inscreveu e recebeu retorno cerca de uma semana depois.
Durante o processo seletivo, o jovem destaca que o portfólio fez diferença.
Acredito que os projetos que fiz ao longo do ensino médio também fizeram uma grande diferença, porque no meu perfil eu postei esses projetos, as competições que participei. Isso deve ter tido um impacto para a empresa confirmar que eu tinha um conhecimento. Fiz então os testes de qualidade de aula e de qualidade de conhecimento de programação e passei.
A empresa contratante é a Kodland, criada em 2018 e com sede em Moscou (Rússia), voltada ao ensino de programação para crianças e adolescentes. A plataforma atua de forma online e reúne alunos de diferentes países, oferecendo cursos que vão desde os fundamentos da lógica de programação até o desenvolvimento de jogos e aplicações digitais.
Com presença internacional, a empresa aposta em aulas ao vivo e conteúdos adaptados para públicos de diversas regiões, com o objetivo de estimular habilidades tecnológicas desde cedo. Nesse cenário, Jhonata atua ensinando turmas formadas por estudantes brasileiros.
Nas aulas, o estudante trabalha com linguagens como Python e Scratch. Python é uma das linguagens mais populares do mundo e baseada em texto, enquanto o Scratch é voltado para iniciantes, com programação visual em blocos.
A metodologia utilizada nas aulas envolve prática e desenvolvimento de projetos. “A gente utiliza projetos reais para fixar o conteúdo que é ensinado em aula. A gente utiliza jogos simples, construindo lógicas simples de mecânica, física e artística”, conta.
O interesse pela área começou ainda no início do ensino médio, por meio de uma plataforma da Secretaria Estadual de Educação. Segundo Jhonata, foi nesse ambiente que aprendeu toda a base de lógica de programação que hoje utiliza nas aulas.
Com a experiência, o estudante já planeja o futuro na área de tecnologia.
Eu tenho uma paixão por ensinar, de dar aulas sobre programação, matemática. O meu maior objetivo é conseguir me tornar um engenheiro de software. Eu quero trabalhar para fora do país e, se possível, conciliar com ensino.
Ensino do Piauí
Entre 2023 e 2025, o Piauí passou a oferecer ensino médio em tempo integral em toda a rede estadual. Com isso, atualmente, 100% das escolas funcionam nos dois turnos, com carga horária ampliada, além de incluir atividades esportivas, culturais e formação técnica integrada.
Nesse cenário, o estado também se destaca nacionalmente pela presença de cursos técnicos entre os estudantes. Dados apontam que 68,8% dos alunos do ensino médio no Piauí estão matriculados em formação técnica junto ao ensino integral — índice que coloca o estado na liderança do ranking. O número é bem superior ao da Paraíba, que aparece em seguida com 34,6%, e à média nacional, de 20,1%.
Centro Estadual de Tempo Integral Modestina Bezerra; Foto: Seduc
Fonte: Uol / Seduc
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